Amazônia Legal

Trio que chefiou ataques no Amazonas é preso no RJ e chega à Manaus

Os três suspeitos foram presos no RJ na última sexta-feira (18) e chegou no final da tarde de domingo (20) em Manaus.

Por Marcelo Winter - Rondônia Já

segunda-feira, 21/06/2021 - 01:49 • Atualizado 21:00
Trio que chefiou ataques no Amazonas é preso no RJ e chega à Manaus
Trio acusado de chefiar ataques no AM - Foto: Caio Guarlotte

Marcelo da Silva Nunes, apontado como principal líder do Comando Vermelho no Amazonas, Pedro da Silva de Carvalho, responsável pelas operações financeiras da facção e Sérgio Pereira Miranda, que coordenava as ações no interior do Amazonas, chegaram à Manaus neste domingo (20).

O trio estava escondido no Rio de Janeiro e foi preso na capital carioca na sexta-feira (18) durante a operação “Coalizão Pelo Bem”, em uma ação conjunta com as polícias do Rio de Janeiro e do Pará, onde chefes do grupo criminoso responsável pelos ataques também foram presos.

Os três desembarcaram no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes no final da tarde de domingo e, após serem ouvidos, serão encaminhados para Presídios Federais.

Segundo a delegada geral da Polícia Civil do Amazonas, Emília Ferraz, as investigações dos ataques apontaram que os mandantes eram chefes da facção criminosa carioca Comando Vermelho e estavam escondidos no Rio de Janeiro.

Acusados de chefiar ataques no AM presos – Foto: Portal do Hollanda

Operação Coalizão pelo Bem

A operação teve como objetivo desarticular a quadrilha que lavava dinheiro do tráfico de drogas praticado pela facção do Rio de Janeiro e seu braço no estado do Amazonas.

O grupo criminoso carioca enviava altas somas de dinheiro para empresas de fachada no Amazonas. Em um ano, os valores chegaram a R$ 129 milhões.

Segundo as investigações, o montante foi usado para fortalecer as ações da facção no Amazonas e comprar armas e drogas na fronteira entre Brasil, Peru e Colômbia para o grupo criminoso do Rio de Janeiro.

A investigação identificou que a mesma estrutura montada para a lavagem de dinheiro também prestava o mesmo serviço para outra facção de fora, o PCC, de São Paulo, que hoje já é considerada por especialistas, como um Cartel Internacional.

A Força Nacional, que chegou logo após os ataques, também participou da operação.

Desde a última sexta-feira, quando foi deflagrada a operação, foram presos 5 suspeitos no Amazonas, 8 no Rio de Janeiro ( 3 do AM, 4 do PA e 1 do RJ) e mais dois suspeitos em São Paulo.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas, desde o começo dos ataques, já foram presos 82 suspeitos e apreendidos 2 adolescentes.

Tropas da Força Nacional, com 144 homens, estão no Amazonas desde o dia 10 de junho.

Ataque em Manaus – Foto: O Juruá em Tempo

Os ataques no Amazonas

Entre 6 e 7 de junho, Manaus e mais 9 cidades do Amazonas viveram dias de terror. Após a morte de um traficante da facção Comando Vermelho no estado, foram incendiados ônibus, delegacias, viaturas da polícia, ambulâncias, prédios públicos, monumentos, praças, escolas e agências bancárias. Tiroteios em diversos locais também foram registrados.

Leia mais sobre os ataques

Manaus parou por dois dias. O transporte coletivo foi suspenso. Os órgãos públicos, as escolas e o comércio foram fechados. A campanha de vacinação contra a Covid-19 foi suspensa e as indústrias trabalharam com expediente reduzido.

A sensação de segurança só voltou quando a Força Nacional chegou ao Amazonas e foi deflagrada a operação Mão de Ferro, em conjunto com as forças policiais do estado.

Força Nacional em Manaus – Foto: SSP AM

Fonte: Secretaria de Segurança Pública do Amazonas