Amazônia Legal

SSP/AM alega crime ambiental para despejar 500 famílias de ocupação em Manaus

As famílias despejadas, entre crianças, mulheres grávidas e idosos, moravam na invasão há 4 meses

Por Redação Rondônia Já

sexta-feira, 02/07/2021 - 00:16 • Atualizado 00:38
SSP/AM alega crime ambiental para despejar 500 famílias de ocupação em Manaus
Policiais retiraram 500 famílias da ocupação Monte Moriá, em Manaus - Foto: divulgação

A SSP/AM alegou crime ambiental para despejar 500 famílias em Manaus, na quinta-feira (1º), na ocupação Monte Moriá, localizada em área verde do bairro Nova Cidade, em Manaus. Aproximadamente 30 agentes, entre policiais militares e a Força Nacional, estiveram no local para cumprir com o despejo dos moradores.

De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), os invasores foram pegos desmatando o local, que é protegido por lei.

Conforme informações de uma moradora da invasão, Raquel Santos, 26 anos, na manhã de quinta, seguranças não identificados chegaram no local para quebrar os barracos e expulsarem os moradores. “Eles agrediram uma idosa, crianças e duas grávidas aqui da invasão”, relatou Raquel.

A mulher também informou que os policiais foram truculentos durante a expulsão. Segundo ela, as famílias estão na região há 4 meses, ao contrário do que informa a SSP-AM. De acordo com o órgão de segurança, os moradores começaram a invadir o local na quinta. “Eu preciso de uma moradia, moro com meu marido e meu filho. Nessa pandemia a situação está muito complicada, eu não tenho como alugar um quarto”, explicou Raquel.

A grávida de 8 meses, Maria Rufino da Silva, 30 anos, relatou que estava dormindo quando cortaram a rede do barraco dela. “Eu caí e mandaram eu sair do meu barraco. Eu não tenho para onde ir”, afirmou a mulher.

Juliene Pantoja, 54 anos, moradora de outra ocupação próxima de Monte Moriá, afirmou que a região está sendo tomado por invasões há muito tempo. “Os policiais chegaram tirando os moradores que não tem para onde ir. É uma situação triste e lamentável, pois a maioria das pessoas daqui não tem recursos financeiros para pagar um aluguel”, contou Juliene.