Covid-19

Jornalista Roberto Kuppe perde irmão para a Covid-19

Francisco da Silva Moraes (67) estava internado na UTI da Santa Casa de Jacarezinho, no Paraná. Em 1980, Chiquinho montou o Barrikas Restaurante em Porto Velho. Ele era o irmão mais velho do jornalista rondoniense Roberto Kuppe.

Por Marcelo Winter - Rondônia Já

quarta-feira, 05/05/2021 - 12:32 • Atualizado 15/06/2021 - 00:54
Jornalista Roberto Kuppe perde irmão para a Covid-19
Francisco Moraes, irmão de Roberto Kuppe - Foto: MaisRO

Francisco da Silva Moraes (67) morreu no final da tarde de terça-feira (04) em Jacarezinho, no Paraná. Chiquinho, como era carinhosamente conhecido era o irmão mais velho do jornalista Roberto Kuppe, autor da coluna Zona Franca do extinto jornal Estadão do Norte e dono de vários sites de notícias, um deles, o MaisRO.

O irmão do jornalista, Chiquinho, havia partido de Porto Velho no dia 12 de abril, para Jacarezinho, no Paraná, para amparar os filhos e netos. Francisco da Silva Moraes, o Chiquinho, 67, nascido em Guajará-Mirim, viajou para nunca mais voltar. Sem ter tomado a primeira dose da vacina porque havia acabado, só o fez quando chegou no Paraná. Mas, três dias depois foi internado com Covid-19.

Morte da ex-mulher dias antes

NO dia 7 de abril a ex-esposa dele, Marilda Orlandini havia perdido a luta para o vírus. Ele prontamente se dispôs a ir para Jacarezinho onde reside a família. Três dias depois, morreu a sogra dele. No dia 12 ele viajou para amparar os filhos e netos que estavam inconsoláveis. A mais sentida era a filha mais velha, Caroline Orlandini, casada e mãe de um filho, neto de Chiquinho. Ela correu para vacinar o pai, ficando aliviada, pois perdera a mãe e a avó naquela semana. Três dias depois, porém, Chiquinho passou mal e foi internado na Santa Casa de Jacarezinho, onde Marilda Orlandini, a ex-esposa havia sido internada e perdido a vida. Agora a luta seria dele contra a o vírus.

Mas, Chiquinho tinha suas excentricidades e uma certa resistência a hospitais, principalmente nos últimos tempos quando as notícias não são nada favoráveis.  Não desejava ser intubado caso fosse necessário. Ele sabia que a maioria dos intubados dificilmente resiste. E aquele era o caso dele naquele momento. Quando o médico falou para ele nos últimos dias que antecederam a morte dele, que deveria ser intubado, deu de ombros e disse que não queria de jeito nenhum. A família foi consultada e autorizou o médico a realizar todos os procedimentos necessários para mantê-lo vivo.

No final da tarde de terça-feira (04), Chiquinho deu os últimos suspiros e partiu para a eternidade.

Familiares e centenas de amigos expressaram consternação pela perda irreparável. Ele era muito querido na sociedade portovelhense. Lulista, sofreu com os percalços do ex-presidente. Discutia calorosamente quando o assunto era Lula. Tinha um temperamento sensível e variável que se equilibrava entre forte e suave. Por vezes, era fácil tirá-lo do sério. Comportamento humano. Foi desta para melhor, deixando um legado de realizações no campo dos eventos sociais, o mestre na cozinha refinada. O jornalista Roberto Kuppê acompanhou os últimos dias do irmão, mesmo à distância, na UTI.

O enterro dele foi nesta quarta-feira (05) as 10h30, em Jacarezinho.

Fonte: Roberto Kuppe e site Mais RO