Covid-19

Desorganização e fura fila na vacinação de sábado em Porto Velho

A vacinação do grupo com comorbidades neste sábado (08) no Campus da Uniron foi marcada por filas imensas, aglomeração e até confusão por causa de pessoas que tentavam furar fila e conseguiram.

Por Marcelo Winter - Rondônia Já

sábado, 08/05/2021 - 22:52 • Atualizado 15/06/2021 - 00:47
Desorganização e fura fila na vacinação de sábado em Porto Velho
Aglomeração na triagem interna de vacinação de comorbidades - Foto: Marcelo Winter

O segundo dia de vacinação do grupo com comorbidades, no sábado (08), foi marcado por filas imensas e muita reclamação em relação à organização da etapa. A expectativa era atender cerca de 1.500 pessoas com as vacinas Pfizer e AstraZeneca, mas, a quantidade de gente que compareceu ao Campus da Uniron na Avenida Mamoré, zona leste de Porto Velho, foi muito maior.

Aglomeração na vacinação de comorbidades contra Covid-19 – Foto: Marcelo Winter

A servidora pública aposentada Jussara Leopoldo (58), chegou as 09h da manhã, no horário indicado pelo aplicativo Sasi, adotado pela prefeitura da capital para o agendamento das vacinas. Uma hora e meia depois, a aposentada ainda estava no meio da imensa fila formada. Ela reclamou da organização. “A gente faz nossa parte, vindo no horário combinado, esperando ser atendida o mais breve possível e olha só que bagunça, todos aqui precisando ficar um tempão no calor e no Sol forte”, disse dona Jussara, que só foi atendida por volta das 11h30. A emoção era tão grande quando foi chamada que ela pegou o microfone do atendente e desabafou: “Minha filha perguntou para mim se eu ia virar jacaré, aí eu disse para ela que vou virar sereia”, provocando risos gerais.

Aposentada D. Jussara Leopoldo – Foto: Marcelo Winter

A fila maior, que a aposentada e grande parte das pessoas estavam era para o grupo com comorbidades do tipo 2 que são os portadores de doenças cardíacas, hipertensão, asma, obesidade mórbida e outras comorbidades mais moderadas. Para estas pessoas, a vacina era a AstraZeneca.

A segunda fila, bem menor, era para atender mulheres gestantes e puérperas ( pós-parto) e portadores de síndrome de Down. Este grupo, do tipo 1, recebeu a vacina Pfizer.

Idosos acima de 60 anos que compareceram de forma espontânea também foram vacinados. O grupo era para ser atendido somente na quinta-feira (06), mas, a procura foi pequena e sobrou vacina.

Fura filas e confusão

Na primeira triagem, na entrada  interna do Campus, a aglomeração de pessoas em busca de informação era grande. Muitos se aproveitaram da pouca quantidade de servidores para furar a fila e entrar para dentro do Campus.

O representante comercial Silvério Dallagnol viu de perto o começo de uma confusão por causa de pessoas que usaram da esperteza para passar na frente de quem estava esperando há horas para ser atendido.

 

Aglomeração na triagem interna

Dentro do campus a organização era maior, com entrega de senha, verificação dos documentos e laudos e chamamento de acordo com a senha numérica em duas triagens. Centenas de cadeiras estavam dispostas numa distância de aproximadamente 1,5 metro entre cada, mas, a pretensão do distanciamento caiu por terra diante da grande quantidade de pessoas. Nova aglomeração se formou no local.

Aglomeração na triagem interna da vacinação para comorbidades – Foto: Marcelo Winter

 

Nas salas de vacinação, o número de agendados era menor. Cena comum foi a filmagem da aplicação pelos acompanhantes, para garantir a autenticidade da vacinação. Muitos que se vacinaram não resistiram e comemoraram com gritos de “Viva o SUS” ou “Fora Bolsonaro”.

Uma servidora da Secretaria Municipal de Saúde de Porto Velho que não quis se identificar explicou que um dos motivos da aglomeração é porque as pessoas em geral não respeitaram os horários agendados para cada grupo. Mas, o que nossa equipe viu foi uma quantidade insuficiente de servidores e voluntários para organizar e atender uma demanda tão grande.