Covid-19

Brasil precisa melhorar Plano Nacional de Imunização

Um dos fatores para isso se deve principalmente ao atraso do governo federal em criar um plano de imunização nacional em tempo hábil

Por Marcos Gomes - Rondônia Já

terça-feira, 11/05/2021 - 07:00 • Atualizado 15/06/2021 - 00:41
Brasil precisa melhorar Plano Nacional de Imunização
Vacina Sputnik - Autor: divulgação

Em sua conta no Twitter o presidente Jair Bolsonaro estava comemorando o fato do Brasil já ser o quarto país mais vacinado do mundo. Nas redes sociais a notícia saiu como um alento, pois daria uma boa perspectiva ao plano de imunização, mas também com uma grande desconfiança, pois ele não deixa muita margem para a veracidade de suas publicações com base em dados fakes ou duvidosos.

No ranking mensurado pelo “Ourworldindata“, um dos mais completos do mundo, com dados detalhados em tempo real sobre a imunização de vacinas no mundo inteiro, tem um ranking com paises, baseado em número populacional em que mede a colocação de cada país a partir da aplicação da primeira dose.

Nesse ranking, o Brasil ocupa a 12ª colocação. Na América do Sul Chile e Uruguai estão a frente do Brasil.
Um dos fatores para isso se deve principalmente ao atraso do governo federal em criar um plano de imunização nacional em tempo hábil e que hoje poderia estar entre os primeiros do mundo.

Infelizmente mesmo com a chegada de vacinas como a Pfizer – que enviou a sua primeira remessa há duas semanas, e se valendo da Astrazeneca e Coronavac para o PIN na aplicação de primeira e segunda doses, não vem o suficiente para suprir a demanda exigida nos Estados e municípios.

Toda semana o Ministério da Saúde envia milhares de doses para todos os Estados, mas é a conta gotas, e alguns Estados recebem bem menos que outros, como Rondônia, que está entre os últimos.

Nesta segunda-feira (10) o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski deu mais um passo para tentar melhorar o emprego de vacinação no país, principalmente na aquisição da Sputnik V – imunizante produzido pelo Instituto Gamaleya, da Rússia -, que não passou na terceira etapa dos testes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O ministro deu um prazo de 48 horas para que a Anvisa informe quais documentos estão faltando para análise definitiva do pedido de autorização para importação e aplicação da vacina Sputnik V, usada na imunização contra a covid-19.

Essa decisão veio após uma petição protocolada pelo governo do Maranhão, em conjunto com outros Estados, que aguardam a autorização da Anvisa para aplicação dos imunizantes.

Lembrando que o governador de Rondônia, coronel Marcos Rocha, em março chegou a participar de reuniões em Brasília e chegou a assinar em formato eletrônico, no dia 23 de março, a aquisição de mais de 1 milhão de doses da vacina Sputnik V com a farmacêutica russa Gamaleya. Porém, pouco mais de um mês depois – no dia 26 de abril – caiu por terra quando o governo federal, através da Anvisa, anunciou que não iria mais adquirir a vacina russa.

De acordo com a Anvisa – no Processo SEI no 25351.908872/2021-00 -, a autorização foi negada para a importação e o uso emergencial após analisar os documentos recebidos, a agência apontou uma série de problemas, entre eles, a falta de alguns documentos e a presença de adenovírus com capacidade de replicação no corpo dos pacientes que receberem doses da vacina.