Covid-19

Confusão, aglomeração e fila enorme na vacinação de segunda-feira em Porto Velho

Agendados reclamaram da desorganização durante a segunda dose da vacina Coronavac para quem não conseguiu ser vacinado em 28 de abril.

Por Marcelo Winter - Rondônia Já

terça-feira, 11/05/2021 - 21:17 • Atualizado 19/05/2021 - 23:06
Confusão, aglomeração e fila enorme na vacinação de segunda-feira em Porto Velho
Super fila na vacinação contra Covid-19 em Porto Velho - Foto: Marcelo Winter

A prefeitura de Porto Velho disponibilizou a partir das 14h de segunda-feira (10) cerca de 3000 doses da vacina Cononavac, para quem estava agendado a tomar a segunda dose no dia 28 de abril. De acordo com coordenadora de vacinação da Semusa/PVH, Elizete Gomes,  as vacinas  esperadas no final do mês passado não foram entregues pelo Ministério da Saúde. Como a prefeitura recebeu 1.850 doses de Coronavac na manhã de segunda-feira, decidiu juntar com outras doses estocadas e realizar durante a tarde a vacinação do grupo de idosos acima de 70 anos e profissionais da saúde.

Só que, apesar da boa intenção, o evento pecou pela falta de organização. A começar pela divulgação em cima da hora, por volta de meio dia, no site da prefeitura. Mesmo assim, milhares de pessoas compareceram ao Campus 2 da Faculdade São Lucas, antiga Ulbra. No princípio, houve tumulto, porque ninguém organizou o público, só depois de muita confusão e revolta, foi organizada uma fila que não demorou para dar a volta no quarteirão da Faculdade.

A aposentada Anésia Cordeiro (70) veio acompanhada do marido, João Muller (74) e da filha Sueli Muller. A família chegou as 14h ao local e três horas depois ainda não tinha sido atendida.

Charlinda Pinheiro (67) é cardíaca e estava na fila há mais de duas horas e meia e nenhuma pessoa da organização a avisou que a Uniron era o local certo para aplicação em pessoas com comorbidades. Outro detalhe, enquanto o Campus da São Lucas estava lotado, o da Uniron estava quase vazio, segundo informações de pessoas que estiveram lá e preferiram não se identificar. A aposentada ficou indignada.

O empresário, ex-deputado estadual e radialista, Eliseu da Silva, era outro que estava inconformado com tanta falta de informação e organização.

A comerciante Gessi Vanzan (68) só compareceu ao local porque a filha dela, que é médica, a avisou. Segundo a empresária, o aplicativo Sasi, baixado no celular, não tem informações atualizadas.

Gessi Vanzan – Comerciante – Foto: Marcelo Winter

Um servidor da Semusa chegou a distribuir senhas, mas, a maioria das pessoas na fila não recebeu. Foi feita uma contagem rudimentar e os agentes de trânsito e soldados do exército foram informados que quando chegasse no número limite era para informar as pessoas a aguardar outro dia.

Nossa equipe não presenciou uma triagem externa ainda na fila, tal qual é feita em alguns bancos e outras instituições, para saber quem poderia ou não ser vacinado. Um procedimento comum na iniciativa privada, de onde vem o prefeito Hildon Chaves (PSDB), após ele se desligar do Ministério Público. Esta triagem de informações na fila poderia ter evitado a grande aglomeração