Covid-19

26 mil doses de vacinas vencidas foram distribuídas no Brasil – AMAZÔNIA: VEJA LISTA

Municípios do Amazonas, Rondônia, Mato Grosso, Amapá, Acre, Maranhão e Pará já se posicionaram em relação às vacinas vencidas.

Por Redação Rondônia Já

sábado, 03/07/2021 - 02:59 • Atualizado 03:35
26 mil doses de vacinas vencidas foram distribuídas no Brasil – AMAZÔNIA: VEJA LISTA
Imunizante contra Covid-19 - Foto: Estadão Conteúdo

Nesta sexta-feira (2), caiu como uma bomba a notícia divulgada pela Folha de São Paulo mostrando que o Ministério da Saúde distribuiu ao Brasil cerca de 26 mil doses de vacinas AstraZeneca com prazo de validade vencido, o que compromete a imunização contra o coronavírus.

A maior parte das vacinas é do mesmo lote do Instituto Serum, mas, todos os imunizantes vencidos são de oito lotes da AstraZeneca que foram importados ou adquiridos através de consórcio. No lote maior,as doses venceram em 14 de abril, mas, continuaram a ser aplicadas após esta data pelo país. Num dos lotes, o prazo de validade venceu em 29 de março. O mais recente venceu em 4 de junho.

De acordo com o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra Covid-19, quem foi vacinado com imunizante vencido precisa se revacinar em até 28 dias. É como se a pessoa não tivesse tomado nenhuma vacina.

Segundo a lista do Ministério da Saúde, a distribuição das vacinas para os estados da Amazônia Legal ficou assim:

  • Belém (Pará): 2.672 doses
  • Cacoal (Rondônia): 475 casos + 34 doses
  • Itaituba (Pará): 336 doses
  • Porto Velho ( Rondônia): 170 doses + 170 doses
  • Manicoré ( Amazonas): 102 doses + 104 doses
  • Tuntum (Maranhão): 66 doses + 48 doses + 114 doses
  • Vargem Grande ( Maranhão): 64 doses + 64 doses
  • Miracema do Tocantis (TO): 59 anos
  • Xapuri (Acre): 51 doses + 51 doses
  • Imperatriz (Maranhão): 47 doses + 47 doses
  • Manacapuru (Amazonas): 47 doses + 18 doses + 8 doses + 8 doses + 4 doses + 88 doses
  • Manaus ( Amazonas): 45 doses + 22 doses + 5 doses +81 doses + 5 doses
  • Primeira Cruz (Maranhão): 43 doses + 43 doses
  • Novo Aripuanã (Amazonas): 40 doses
  • Bagre (Pará): 37 doses
  • São Gabriel da Caxoeira (Amazonas): 35 doses + 9 doses + 46 doses
  • Iranduba (Amazonas): 33 doses
  • Picarra (Pará): 32 doses + 19 doses + 32 doses + 19 doses
  • Caxias (Maranhão): 29 doses
  • Nhamunda (Amazonas): 28 doses + 28 doses
  • Zé Doca (Maranhão): 28 doses + 28 doses
  • Jaú do Tocantins (TO): 26 doses + 13 doses + 39 doses
  • Mateiros ( Tocantins): 26 doses
  • Jangada (Mato Grosso): 25 doses
  • Serrano do Maranhão (MA): 24 doses
  • Trizidela do Vale (Maranhão): 20 doses + 6 doses + 26 doses
  • Bom Jesus das Selvas (Maranhão): 20 doses
  • Maranhãozinho (MA): 19 doses
  • Irituia (Pará): 19 doses + 19 doses
  • Paço do Lumiar (Maranhão): 19 doses +13 doses + 32 doses
  • São Luis (Maranhão): 17 doses + 393 doses
  • Bacabal (Maranhão): 17 doses + 6 doses
  • Capinzal do Norte (Maranhão): 17 doses
  • Eirunepe (Amazonas): 16 doses + 24 doses
  • Ponta de Pedras (Pará): 16 doses
  • Jaru (Rondônia): 15 doses + 15 doses
  • Canutama (Amazonas): 15 doses
  • Itacoatiara (Amazonas): 15 doses +9 doses + 24 doses
  • Soure ( Pará): 14 doses + 14 doses
  • Tucumã (Pará): 14 doses + 14 doses
  • Seringueiras (Rondônia): 14 doses + 14 doses
  • Jacareacanga (Pará): 13 doses + 13 doses
  • Santarém (Pará): 13 doses + 12 doses + 6 doses + 40 doses
  • Atalaia do Norte (Amazonas): 12 doses
  • São José de Ribamar (Maranhão): 12 doses
  • Pequizeiro (Tocantins): 11 doses
  • São Felix do Tocantins (TO): 11 doses + 11 doses
  • Jatobá (Maranhão): 11 doses + 11 doses
  • Palmas (Tocantins): 11 doses + 5 doses + 39 doses
  • Gurupa (Pará): 11 doses + 8 doses
  • Castanheira (Mato Grosso): 10 doses
  • Ji-Paraná (Rondônia): 9 doses + 9 doses
  • Governador Eugênio Barro (Maranhão): 9 doses + 9 doses
  • Mazagão (Amapá): 9 doses + 9 doses
  • Igarapé Grande (Maranhão): 9 doses + 9 doses
  • Conceição do Araguaia (Pará): 9 doses
  • Breves (Pará): 8 doses
  • Gov. Edison Lobão (Maranhão): 8 doses + 8 doses
  • Araguaína (Tocantins): 8 doses
  • Caroebe (Roraima): 8 doses
  • Breu Branco (Pará): 8 doses
  • Tutoia (Maranhão): 8 doses + 8 doses
  • Coari (Amazonas): 7 doses
  • Capitão Poco (Pará): 7 doses
  • Altamira (Pará): 7 doses + 5 doses
  • Bacabal (Maranhão): 7 doses
  • Nova Ipixuna (Pará): 7 doses
  • Santana (Amapá): 6 doses
  • Godofredo Viana (Maranhão): 6 doses + 6 doses
  • Presidente Vargas (Maranhão): 6 doses + 6 doses
  • Dom Eliseu (Pará): 6 doses + 6 doses
  • Muana (Pará): 6 doses + 6 doses
  • Boa Vista (Roraima): 6 doses
  • Barcelos (Amazonas): 5 doses
  • São Vicente Ferrer (Maranhão): 5 doses + 5 doses
  • Cristalândia (Tocantins): 5 doses
  • Lago do Junco (Maranhão): 5 doses + 5 doses
  • Chupinguaia (Rondônia): 5 doses
  • Abaetetuba (Pará): 5 doses
  • Iranduba (Amazonas): 5 doses + 38 doses
  • Igarapé-Açu (Pará): 5 doses + 5 doses
  • Itaipava do Grajaú (Maranhão): 4 doses
  • Itapecurumirim (Maranhão): 4 doses
  • Senador Guiomard (Acre): 4 doses + 4 doses
  • Macapá (Amapá): 4 doses + 10 doses
  • Lábrea (Amazonas): 4 doses
  • Itinga do Maranhão (MA): 3 doses
  • Dom Pedro (Maranhão): 3 doses
  • Floresta do Araguaia (Pará): 3 doses
  • Gurupi (Tocantins): 3 doses
  • Juscimeira (Mato Grosso): 3 doses
  • Dois Irmãos do Tocantins (TO): 2 doses
  • Eldorado dos Carajás (Pará): 2 doses
  • Humaitá (Amazonas): 2 doses
  • Ipixuna (Amazonas): 2 doses
  • Lago da Pedra (Maranhão): 2 doses
  • Magalhães de Almeida (Maranhão): 2 doses
  • Ipixuna do Pará (PA): 1 dose
  • Epitaciolância (Acre): 1 dose
  • Faro (Pará): 1 dose
  • Fortuna (Maranhão): 1 dose
  • Garrafão do Norte (Pará): 1 dose
  • Gov. Nilton Belo (Maranhão): 1 dose
  • Guimarães (Maranhão): 1 dose
  • Dom Aquino (Mato Grosso): 1 dose
  • Humberto de Campos (Maranhão): 1 dose
  • Igarapé-Miri (Pará): 1 dose
  • Jacundá (Pará): 1 dose
  • Jutaí (Amazonas): 1 dose
  • Lajeado Novo (Maranhão): 1 dose
  • Manaquiri (Amazonas): 1 dose
  • Marabá (Pará): 1 dose
  • Mateiros (Tocantins): 26 doses
  • Matões (Maranhão): 1 dose
  • Matões do Norte (Maranhão): 1 dose
  • Melgaço (Pará): 1 dose
  • Milagres do Maranhão: 1 dose
  • Miracema do Tocantins: 59 doses
  • Mirassol do Oeste (Mato Grosso): 1 dose
  • Mocajuba (Pará): 2 doses
  • Mojui dos Campos (Pará): 1 dose
  • Monte Alegre (Pará): 3 doses
  • Nova Iorque (Maranhão): 1 dose
  • Nova Ipixuna (Pará): 7 doses
  • Nova Mamoré (Rondônia): 1 dose
  • Nova Olinda (Maranhão): 1 dose
  • Nova União (Rondônia): 1 dose
  • Novo Airão (Amazonas): 20 doses
  • Novo Aripuana (Amazonas): 40 doses
  • Novo Repartimento (Pará): 19 doses
  • Oriximiná (Pará): 1 dose
  • Ourilândia do Norte (Pará): 1 dose
  • Ouro Preto D’Oeste (Rondônia): 3 doses
  • Palmeirândia (Maranhão): 2 doses
  • Palmeirópolis (Tocantins): 1 dose
  • Paranatinga (Mato Grosso): 20 doses
  • Parauapebas (Pará): 6 doses
  • Parintins (Amazonas): 1 dose
  • Pauini (Amazonas): 1 dose
  • Paulino Neves (Maranhão): 1 dose
  • Pedra Preta (Mato Grosso): 1 dose
  • Pedreiras (Maranhão): 2 doses
  • Peixe (Tocantins): 1 dose
  • Pequizeiro (Tocantins): 11 doses
  • Peritoro (Maranhão): 1 dose
  • Pimenteiras D’Oeste (Rondônia): 1 dose
  • Pindaré-Mirim (Maranhão): 2 doses
  • Pirapemas (Maranhão): 1 dose
  • Piraquê (Tocantins): 1 dose
  • Pium (Tocantins): 3 doses
  • Poconé (Mato Grosso): 40 doses
  • Ponta de Pedras (Pará): 16 doses
  • Portel (Pará): 5 doses
  • Porto de Moz (Pará): 2 doses
  • Porto Franco (Maranhão): 1 dose
  • Porto Grande (Amapá): 1 dose
  • Porto Nacional (Tocantins): 2 doses
  • Porto Walter (Acre): 1 dose
  • Presidente Dutra (Maranhão): 216 doses
  • Presidente Kennedy (Tocantins): 3 doses
  • Riachão (Maranhão): 1 dose
  • Ribeirão Cascalheira (Mato Grosso): 1 dose
  • Rio Branco (Acre): 2 doses
  • Rio Maria (Pará): 1 dose
  • Rio Preto da Eva (Amazonas): 1 dose
  • Rondon (Pará): 3 doses
  • Rondonópolis (Mato Grosso): 1 dose
  • Rosário (Maranhão): 3 doses
  • Santa Fé do Araguaia (Tocantins): 1 dose
  • Santa Inês (Maranhão): 2 doses
  • Santa Luzia (Maranhão): 1 dose
  • Santa Maria das Barreiras (Pará): 1 dose
  • Santa Rita (Maranhão): 2 doses
  • Santana (Amapá): 6 doses
  • Santo Antônio do Tauá (Pará): 1 dose
  • São Benedito do Rio Preto (Maranhão): 2 doses
  • São Domingos do Araguaia (Pará):  1 dose
  • São José de Ribamar (Maranhão): 15 doses
  • São Sebastião da Boa Vista (Pará): 1 dose
  • São Sebastião do Uatuma (Amazonas): 1 dose
  • Sapucaia (Pará): 1 dose
  • Serrano do Maranhão (MA): 24 doses
  • Silves (Amazonas): 20 doses
  • Tabaporã (Mato Grosso): 4 doses
  • Tabatinga (Pará): 1 dose
  • Tartarugalzinho (Amapá): 1 dose
  • Tefé (Amazonas): 2 doses
  • Teixeirópolis (Rondônia): 3 doses
  • Theobroma (Rondônia): 1 dose
  • Timon (Maranhão): 2 doses
  • Tocantins (TO): 2 doses
  • Tufilândia (Maranhão): 3 doses
  • Tuntum (Maranhão): 114 doses
  • Turiacu (Maranhão): 2 doses
  • Urupá (Rondônia): 2 doses
  • Viana (Maranhão): 1 dose
  • Vilhena (Rondônia): 4 doses
  • Vitória do Jari (Amapá): 2 doses
  • Vitória do Mearim (Maranhão): 1 dose
  • Xambioá (Tocantins): 1 dose
  • Xinguara (Pará): 18 doses

Vacina contra coronavírus – Foto: Divulgação

O que dizem as prefeituras e MS

As prefeituras de Porto Velho e Cacoal(RO), Belém e Marabá (PA), Manaus (AM), Macapá (AP), São Luis e Imperatriz (MA), Rio Branco e mais 6 municípios (AC), e Cuiabá (MT) negaram que tenham aplicado doses vencidas.

O Ministério da Saúde também publicou, após a reportagem da Folha, uma nota negando o repasse de vacinas vencidas aos estados e que o prazo de validade dos imunizantes é rigorosamente acompanhado desde o recebimento até a distribuição.

Para o jornal A Folha de São Paulo, o MS disse que cabe aos gestores estaduais e municipais o armazenamento correto, acompanhamento da validade e aplicação.

De todos, somente o Governo de São Paulo admitiu que aplicou 4.000 doses com validade vencida.

No Pará, o Ministério Publico Federal enviou questionamentos ao estado e municípios sobre a aplicação das vacinas