Covid-19

Amapá, Rondônia e Mato Grosso são os estados com menor imunização contra Covid

Os três estados da Amazônia Legal lideram o ranking nacional negativo de vacinação da segunda dose, que garante a imunização.

Por Marcelo Winter - Rondônia Já

sábado, 10/07/2021 - 15:40
Amapá, Rondônia e Mato Grosso são os estados com menor imunização contra Covid
Estados tem baixo índice de segunda dose de vacinação contra Covid-19 - Foto: Divulgação

Amapá, Rondônia e Mato Grosso são os estados que lideram o ranking nacional negativo de aplicação da segunda dose da vacina contra Covid-19, que é a que garante o ciclo de imunização.

Os dados são da página coronavirusbra1, presente no Twitter e alimentada em tempo real com dados das secretarias estaduais de saúde de todos os estados. A página é adotada como uma das principais fontes de dados de várias emissoras de TV e sites jornalísticos.

Até a tarde deste sábado, os números da vacinação da segunda dose nos estados que menos aplicaram são os seguintes:

Os estados e a população vacinada 2ª dose

  • Amapá: 8,96%
  • Rondônia: 10,15%
  • Mato Grosso: 10,27%
  • Maranhão: 10,43%
  • Tocantins: 10,44%
  • Acre: 11,14%

Todos estes seis estados fazem parte da Amazônia Legal, a região do Brasil que recebeu menos doses de vacina contra Covid-19 e onde, em proporção inversa, Jair Bolsonaro teve maior percentual de votos nas eleições presidenciais.

Os percentuais de população imunizada nestes seis estados também é muito menor que a média de vacinação da segunda dose no Brasil, de 14,22%. E é justamente a última dose que garante a imunização.

O ritmo de vacinação no nosso país também é pequeno, quatro vezes mais lento do que a vacinação nos Estados Unidos, é o que revelou em abril o portal Our World in Data, da Universidade de Osford.

Não é só o ritmo de vacinação que é mais lento no Brasil. O próprio índice de 14,22% de população definitivamente imunizada é insuficiente para conter a Covid-19.

A CPI da Pandemia no Senado revelou que o índice de população imunizada com as duas doses seria muito maior caso o Governo Federal não tivesse recusado as ofertas feitas pelos laboratórios no meio do ano passado.

A situação só não está pior, porque os Ministérios Públicos Estaduais e o Federal tem atuado junto ao Ministério da Saúde para o envio de mais vacinas para as regiões com baixa cobertura, como foi o caso de Rondônia, que somente agora está recebendo uma quantidade regular de vacinas, graças à uma decisão da Justiça Federal.