Meio Ambiente

URGENTE: Garimpeiros atacam base do ICMBio em Roraima e fazem servidores de reféns

Há suspeitas de que esses garimpeiros estejam ligados à facções criminosas de São Paulo

Por Redação Rondônia Já

terça-feira, 01/06/2021 - 08:48 • Atualizado 19:42
URGENTE: Garimpeiros atacam base do ICMBio em Roraima e fazem servidores de reféns
Operação da PF na TI Yanomami - Foto: PF

Por volta das 16h de segunda-feira (31), oito garimpeiros encapuzados adentraram na base da Estação Ecológica de Maracá, em Roraima e fizeram refém os 03 brigadistas prestadores de serviço que estavam no local. Além disso, levaram todos os materiais que haviam sido apreendidos na operação de fiscalização Maracá, realizada há duas semanas na Unidade de Conservação (UC); roubaram 05 quadriciclos, 08 motores de popa e outros materiais apreendidos e de patrimônio da unidade.

Na investida contra a unidade, os garimpeiros, fortemente armados com fuzis, buscavam agentes de fiscalização do ICMBio e afirmaram que se tivessem encontrado fiscais, eles não seriam poupados. Durante a saída,  alertaram que  estavam monitorando todos os servidores e que iriam queimar as viaturas do órgão caso encontrassem alguma.
Os brigadistas mantidos sob refém foram obrigados a levar os materiais até o porto de acesso à unidade.  Logo após foram liberados e os garimpeiros seguiram pelo rio Uraricoera que limita a unidade e dá acesso a terra indígena Yanomami, direto para as regiões de garimpo ilegal.

Fuga

Após comunicação com a equipe, os brigadistas abandonaram a base e fugiram para a floresta enquanto o chefe do ICMBio em Roraima fazia articulações de emergência para garantir a integridade deles. Há áudios e relatos sobre o monitoramento aos servidores, inclusive com ameaça às famílias dos funcionários do ICMBio.

Os servidores temem pelas suas vidas, pois os garimpos têm se alastrado pelas Unidades de Conservação Federais e Terras Indígenas. A estrutura institucional não propicia segurança para desenvolvimento das atividades e tem crescido assustadoramente a escalada de violência contras as ações de proteção do órgão.

Há suspeitas de que esses garimpeiros estejam ligados à facções criminosas de São Paulo.