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Prefeito Hildon Chaves pode ter caído no “golpe da vacina”

Empresa que firmou contrato para a entrega de 400 mil doses da vacina AstraZeneca é alvo de Operação da Polícia Civil no Rio de Janeiro. O prefeito Hildon Chaves deu uma entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira(22).

Por Marcelo Winter - Rondônia Já

quinta-feira, 22/04/2021 - 12:57
Prefeito Hildon Chaves pode ter caído no “golpe da vacina”
Hildon Chaves - Prefeito de Porto Velho

O prefeito Hildon Chaves realizou uma entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira(22) para explicar a possibilidade da Prefeitura de Porto Velho ter caído no “golpe da vacina”. A Polícia Civil do Rio de Janeiro, junto com a Polícia Rodoviária Federal, deflagrou no começo da manhã a Operação Sine Die, palavra latina que significa sem data. O alvo desta Operação é a empresa Montserrat Consultoria, a mesma que firmou contrato de venda de 400 mil doses de vacina AstraZeneca para a Prefeitura da Capital.

O Prefeito Hildon Chaves(PSDB) afirmou na coletiva que vai viajar ainda nesta quinta-feira ao Rio de Janeiro para participar de uma reunião agendada com a cúpula da Polícia Civil na sexta-feira(23) e saber se a empresa realmente fraudou a venda de vacinas contra Covid-19 do laboratório AstraZeneca para 20 prefeituras do País, entre elas a Capital de Rondônia. Esta é a suspeita levantada pela Operação que cumpre 08 mandados de busca e apreensão em Pernambuco, onde fica a sede da Montserrat.

Assista o vídeo abaixo clicando na imagem:

Hildon Chaves disse que se a fraude for comprovada, vai revogar o contrato com a empresa, apesar de ainda manter a esperança na entrega das vacinas. O prefeito também afirmou que a Prefeitura optou pela modalidade de carta de crédito, no valor de 18 milhões de reais. O valor só seria pago após 10 dias úteis do embarque das vacinas, com as informações dos lotes, certificação e a entrega, por isso não haveria o risco de prejuízo, segundo o Prefeito.

De acordo com a Delegacia de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro do Rio de Janeiro, a empresa investigada afirmava ter um lote de meio bilhão de doses da vacina que seria “vendida” a 7,90 dólares(44 reais) cada dose, mas, jamais seriam entregues.