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Operação Prevenção flagra desrespeito em bares e muitas aglomerações na Capital

A ação fiscalizatória flagrou inúmeras irregularidades em estabelecimentos de Porto Velho que foram visitados, entre elas muitas aglomerações na capital.

Por Marcos Gomes

domingo, 25/04/2021 - 19:00 • Atualizado 28/04/2021 - 00:43
Operação Prevenção flagra desrespeito em bares e muitas aglomerações na Capital

No sábado (24) o Corpo de Bombeiros Militar (CBM) deu prosseguimento a “Operação Prevenção”, em sua terceira noite, com a ação o efetivo busca o cumprimento do Decreto nº 25.981 de 16 de abril de 2021, que permite o funcionamento de atividades econômicas condicionado aos protocolos sanitários e evitando, também, aglomerações de pessoas na capital Porto Velho.

Durante a madrugada o novo decreto foi publicado com normas menos restritivas.

A fiscalização em grandes supermercados apontou mais uma vez que há obediência as medidas sanitárias, com medidor de temperatura, oferta de álcool para higienização das mãos, sem concentração de público e fechamento no horário recomendado.

Já bem o contrário do cenário que é flagrado em bares populares e pubs, frequentados por pessoas de poder aquisitivo elevado. A ação fiscalizatória flagrou inúmeras irregularidades em estabelecimentos que foram visitados, entre elas muitas aglomerações na capital Porto Velho.

Flagras em bares e pubs na Capital – Foto: Secom/RO

A fiscalização conferiu que os mesmos erros são mantidos, até após advertências e a propagação de que o número de infectados e mortes no Estado são altos, pois são encontrados som ao vivo, bebidas, clientes sem máscaras e muita aglomeração em um dos bares, acendeu o sinal vermelho de uma situação extremamente perigosa para a disseminação do coronavírus. Cenários semelhantes se repetiram ao percorrer estabelecimentos de venda de bebida alcoólica com o flagra do desrespeito ao percentual de ocupação.

Nesses casos os responsáveis pela fiscalização ainda utilizam o critério de advertência e orientação aos responsáveis pelos estabelecimentos fiscalizados no que diz respeito as medidas estabelecidas no decreto e demais procedimentos pertinentes aos fatos apurados em cada caso. Em um dos bares, o público se mostrou hostil com a fiscalização, mas nada pode ser feito que não fosse somente a orientação.

Conforme o decreto, podem funcionar todas as atividades, serviços, estabelecimentos e comércios todos os dias, desde que o funcionamento seja até às 22h e com a capacidade máxima de 30% para a Fase 1.

ALERTA E PERIGO

As operações de fiscalização do cumprimento do ato normativo ocorrem com a missão de ajudar a saúde do Estado em meio a pandemia, porém tem se notado com frequência que parte da população ainda age de forma irresponsável e sem ater ao perigo do contágio. É inevitável com isso não ocorrer uma baixa na demanda por tratamento da covid-19 nos hospitais e evitar novos óbitos.

Pessoas sem máscaras e se aglomerando foram flagradas pela fiscalização – Foto: Secom;RO

Até sábado o Governo com essa ação ultrapassou oito mil intervenções realizadas nas operações denominadas: “Fase 3”; “3ª Onda”; “Decreto”; “Consciência”; “Restrição”; “Alerta”; “Emergência”; “Urgência” e atual “Prevenção”.

As ações ocorrem com a participação da Polícia Militar (PM), Polícia Civil (PC), Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa), Superintendência Estadual de Comunicação (Secom), Programa de Orientação, Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), Departamento Estadual de Trânsito de Rondônia (Detran), além da Prefeitura de Porto Velho, por meio do Departamento de Vigilância Sanitária, Secretaria Municipal de Fazenda (Semfaz), Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) e Subsecretaria Municipal de Serviços Básicos (Semusb).

Durante as fiscalizações realizadas na noite de sábado (24) foram obtidos os seguintes resultados:

  • total de estabelecimentos visitados – 51;
  • sem funcionamento de acordo com o decreto – 23;
  • orientação – 14;
  • Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) – 1;
  • notificação – 5;
  • autuação – 2;
  • em condições de funcionamento de acordo com o decreto – 5;
  • aglomerado – 4 e
  • intervenções – 54.

A população pode ajudar a dispersar aglomerações fazendo denúncias por meio do 190 da Polícia Militar, do 193 do Corpo de Bombeiros Militar e do 197 da Polícia Civil.

(Com informações da Sesdec)