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Assessor do senador Marcos Rogério foi preso por tráfico de drogas – ATUALIZADO

Após saber da prisão, o senador Marcos Rogério exonerou o assessor.

Por Marcelo Winter - Rondônia Já

quinta-feira, 02/09/2021 - 12:21 • Atualizado 19:44
Assessor do senador Marcos Rogério foi preso por tráfico de drogas – ATUALIZADO
Senador Marcos Rogério e Jair Bolsonaro - Foto: Divulgação

Segundo o jornal O Globo, um assessor do senador Marcos Rogério (DEM/RO) foi preso na operação Alcance, deflagrada pela Polícia Federal na quarta-feira (1º) contra uma imensa quadrilha que movimentou mais de R$ 85 milhões traficando cocaína de Rondônia para Fortaleza/CE.

Segundo o jornal, o nome do assessor preso é Marcelo Guimarães Cortez Leite. Ele era lotado no gabinete de Marcos Rogério em Porto Velho.

Marcelo foi detido e cumpre prisão preventiva. Ele também foi alvo de um mandado de busca e apreensão. Segundo a PF, não há indícios de ligação entre o esquema no qual Marcelo estaria envolvido e o senador Marcos Rogério. Segundo as investigações, ele seria casado com uma promotora de Justiça de Rondônia.

Antes de migrar para o gabinete de Rogério, o assessor teria trabalhado em cargo comissionado de setor estratégico na Assembleia Legislativa de Rondônia.

De acordo com o site UOL, Marcelo recebia R$ 4,5 mil líquido para assessorar Marcos Rogério no senado.

A assessoria de comunicação da Polícia Federal de Rondônia confirmou a prisão do assessor ao jornal O Globo.

Rondônia é um dos principais corredores da região Norte para o escoamento de drogas produzidas na Bolívia e no Peru.

A reportagem de O Globo não conseguiu localizar a defesa de Marcelo Leite.

Senador Marcos Rogério DEM RO – Foto: Divulgação

Nota do senador Marcos Rogério

“Fui surpreendido com a notícia de busca e apreensão na casa de um dos meus assessores, lotado no escritório de apoio parlamentar de Porto Velho, RO. Não tenho informações se existe ou não envolvimento na prática de algum ilícito, mas em decorrência das investigações em curso decidi exonerá-lo, aguardando maiores esclarecimentos dos fatos.

Marcos Rogério
Senador

Operação Alcance da Polícia Federal de RO – Foto: Ascom PF/RO

A Operação Alcance

A Polícia Federal realizou na quarta-feira (1º) a Operação Alcance para combater um esquema criminoso de envio de carregamento de drogas de Rondônia para Fortaleza/CE, e lavagem de dinheiro do tráfico em Porto Velho/RO.

Cerca de 200 policiais federais cumpriram 102 Mandados Judiciais, sendo 42 de Prisão Preventiva e 60 de Busca e Apreensão. a Vara de Delitos de Tóxicos de Porto Velho também expediu ordem judicial de bloqueio de valores bancários.

As investigações começaram em agosto de 2020 quando foi identificada a participação dos integrantes da Organização Criminosa (OrCrim) sediada em Porto Velho e chefiada por um foragido condenado em 2015 a aproximadamente 40 (quarenta) anos de prisão por tráfico, associação e lavagem de dinheiro.

As investigações descobriram que os integrantes do grupo criminoso atuavam em duas frentes: um núcleo responsável na remessa de droga através de carretas para o Estado do Ceará e outro na ocultação do patrimônio.

Após o cumprimento do mandado de prisão do líder da OrCrim em novembro de 2020 quando usava documento falso, descobriu-se a magnitude das transações.

Sete remessas de drogas foram apreendidas totalizando cerca de uma tonelada de cocaína. O dinheiro da droga era recebido de forma dissimulada em contas bancárias de diferentes pessoas e empresas em transações bancárias complexas, para disfarçar a movimentação, sendo que estas recebiam aproximadamente 3% do valor movimentado.

Além das inúmeras identificadas, em uma delas a OrCrim chegou a receber R$ 1,5 milhão no decorrer de 15 dias.

Há empresa com movimentação financeira de aproximadamente R$ 85 milhões em 2020 sem sequer possuir sede física.

Parte do patrimônio estava sendo ocultado através de postos de gasolinas, empresas, garagem de veículos, sítios, jet-ski e imóveis de luxo.