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Caminhoneiros deixam Esplanada em Brasília após STJ negar habeas corpus

Expectativa é que movimento seja completamente esvaziado até o final desta sexta-feira (10).

Por Redação Rondônia Já

sexta-feira, 10/09/2021 - 14:54 • Atualizado 15:29
Caminhoneiros deixam Esplanada em Brasília após STJ negar habeas corpus
Caminhoneiros na Esplanada - Foto: Divulgação

Após cinco dias de protestos a favor do governo de Jair Bolsonaro e contra o Supremo Tribunal Federal (STF), a Esplanada dos Ministérios, em Brasília, voltou a ser liberada para trânsito na tarde desta sexta-feira (10).

Ainda há alguns caminhoneiros no local, mas, de acordo a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal, eles estão saindo voluntariamente e a previsão é que a área esteja totalmente desocupada até o final do dia de hoje.

A liberação ocorre dois dias antes de manifestações convocadas pelo Movimento Brasil Livre (MBL) pelo impeachment de Bolsonaro. Além de Brasília, os atos estão programados para ser realizados em São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG) e Rio de Janeiro (RJ).

STJ negou habeas corpus

A liberação também está ligada à derrota do movimento na esfera judicial. No final da tarde de quinta-feira (9) o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de habeas corpus coletivo de caminhoneiros que protestam na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.

Os manifestantes bolsonaristas alegavam, no pedido, que o governo do Distrito Federal fechou acessos e impediu a circulação de vendedores ambulantes, o que inviabilizaria o livre exercício dos direitos de manifestação e de liberdade de expressão.

Os caminhoneiros estão na Esplanada desde o dia 7 de setembro, quando o presidente Jair Bolsonaro convocou atos em defesa do governo e contrários ao STF.

Eles pediam ao STJ que o tribunal proibisse a polícia de retirá-los do local até o dia 20 de setembro e afirmaram que o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, deu ordens para tal.

No entanto, o STJ julgou que os caminhoneiros não apresentaram prova da existência de ordem para retirada dos manifestantes.

O bolsonaristas apresentaram vídeos como defesa para provar que o direito de ir e vir estava sendo restringido.

“Vídeos que circulam livremente em redes sociais não constituem veículo oficial de informação, nem tampouco constituem prova das alegações aqui trazidas”, afirmou o ministro Joel Ilan Paciornik, relator do caso.

O governo do Distrito Federal vinha negociando a retirada de manifestantes do local.

Desde quinta-feira (9), após Bolsonaro ligar para o ministro do STF Alexandre de Moraes buscando uma conciliação e também divulgar uma carta recuando, os caminhoneiros manifestaram em redes sociais o sentimento de “traição”.

Manifestantes começaram a se retirar gradualmente da Esplanada dos Ministérios em Brasília no fim da tarde de quinta-feira e a expectativa é que o movimento acabe a qualquer momento.

VEJA O VÍDEO:

Rondonia Já com informações do Poder 360 e Terra