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Bandidos roubam 27 armas de transportadora no segundo furto do tipo em 10 dias

FACÇÃO OU MILÍCIA? Esta é a principal dúvida nas investigações dos dois casos.

Por Marcelo Winter - Rondônia Já

sábado, 11/09/2021 - 17:49
Bandidos roubam 27 armas de transportadora no segundo furto do tipo em 10 dias
Transportadora Atlas em Porto Velho - Foto: Reprodução Google

A empresa de transportes Atlas, localizada na rua Atlas, bairro Três Marias, zona leste de Porto Velho, foi invadida na manhã deste sábado (11). Os bandidos levaram 27 armas de fogo, incluindo um fuzil.

O boletim de ocorrência narra que próximo das 6h da manhã, um funcionário percebeu que parte da parede da empresa estava quebrada e o cofre danificado e aberto.

Quando foi feita averiguação a gerência constatou que 27 armas foram furtadas.

O monitoramento do local mostrou que durante a madrugada três suspeitos entraram quebrando o muro lateral do estabelecimento e no depósito arrombaram os cadeados.

Eles saíram com as armas, durante ação rápida e pontual, sem levar qualquer outro objeto.

O boletim de ocorrência cita que  a empresa alegou que o sistema de monitoramento não constatou anormalidades durante o furto e por isso os alarmes não dispararam. No local também não havia vigilante e nem porteiro.

Segundo furto de armas em 10 dias

Em primeiro de setembro, a Latam Cargo, na avenida Imigrantes, em Porto Velho, também foi assaltada.

Várias armas de fogo também foram furtadas do local, segundo a Polícia Civil.

Hipóteses

De acordo com uma fonte ligada à Segurança Pública de Rondônia, está sendo investigada a possiblidade dos dois furtos terem sido cometidos pelo mesmo grupo criminoso.

Já se sabe que, nos dois casos, os bandidos sabiam exatamente onde estavam as armas e as rotinas das empresas, por isso, a ação foi rápida, bem sucedida e sem danos para as empresas, visto que as armas estavam contempladas com seguro que irá ressarcir o prejuízo.

A dúvida, caso seja o mesmo grupo, é saber qual o objetivo dos marginais. Em uma das hipóteses, a quadrilha pode pertencer à uma facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios.

A outra possiblidade é desta ação ter sido organizada por milicianos (organizações que contam, muitas vezes, com agentes da segurança pública) que atuam principalmente nas áreas rurais de Rondônia, a mando de grileiros.

Nossa produção entrou em contato com a assessoria da Polícia Civil de Rondônia e aguarda resposta.