Notícia

Filha de ex-deputado federal Nilton Capixaba está entre os presos pela PF por tráfico

A Operação da PF prendeu 45 suspeitos em Rondônia e 7 estados. VEJA A LISTA COMPLETA.

Por Marcelo Winter - Rondônia Já

quinta-feira, 16/09/2021 - 16:54 • Atualizado 17/09/2021 - 16:48
Filha de ex-deputado federal Nilton Capixaba está entre os presos pela PF por tráfico
Natielly Balbino - Foto: Reprodução Facebook

A filha do ex-deputado federal Nilton Capixaba, Natielly Karlailly Balbino, de 35 anos, está entre os suspeitos presos na quarta-feira (15), durante a Operação Carga Prensada, deflagrada pela Polícia Federal (PF/RO) para combater uma quadrilha de traficantes sediada em Rondônia, que enviava altas quantidades de cocaína para vários estados do Brasil.

A filha do ex-parlamentar, presa em Cacoal (distante 480 km de Porto Velho) é acusada de participar dos crimes de lavagem de dinheiro e apoio ao tráfico de drogas.

Segundo o site Folha do Sul, o companheiro da suspeita já havia sido preso em Goiás, transportando 60 kg de cocaína. Atualmente, ele está no presídio de Sete Lagoas, cidade da região metropolitana de Belo Horizonte (MG).

Natielly foi submetida ao exame de corpo de delito no hospital Ana Neta, em Pimenta Bueno, antes de ser encaminhada à prisão.

O site Rondônia Já conseguiu a relação com os nomes de todos os envolvidos presos pela Operação.

CONFIRA ABAIXO:

Presos 1 Operação Carga Prensada

Presos 2 Operação Carga Prensada

Presos 3 Operação Carga Prensada

 

 

 

Presos 4 Operação Carga Prensada

 

Presos 5 Operação Carga Prensada

 

Operação Carga Prensada

A Polícia Federal (PF) deflagrou na quarta-feira (15), a Operação Carga Prensada para combater um mega esquema de tráfico de drogas no Brasil, operado a partir de Rondônia por criminosos ligados à facção carioca Comando Vermelho.

Além do tráfico, os bandidos praticavam também comércio ilegal de armas de fogo, lavagem de capitais e falsidade ideológica.

Mais de 270 policiais cumprem 45 mandados de prisão e 63 mandados de busca e apreensão em Rondônia, Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, Paraná e Santa Catarina.

Segundo o Inquérito Policial, os integrantes da organização criminosa enviavam grandes quantidades de cocaína de Rondônia para diversos estados brasileiros.

A quadrilha também comprava grandes cargas de maconha do Mato Grosso do Sul para traficar em Rondônia e no Acre. Durante a fase sigilosa da investigação, que teve início no final de 2019, mais de 2,5 toneladas de drogas foram apreendidas.

Além das prisões e buscas, a PF também bloqueou contas dos investigados e suas empresas, sequestro de cerca de 150 veículos (muitos são carros de luxo), suspensão de atividades de empresas usadas para lavagem de capitais, medidas cautelares diversas da prisão e até bloqueio de contas dos integrantes em redes sociais.

Ostentação da quadrilha presa pela Operação Carga Prensada – Foto: Ascom PF/RO

Entre os bens sequestrados estão imóveis, uma aeronave e uma lancha, todos adquiridos com valores obtidos com atividades ilícitas.

Os investigados poderão responder pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, lavagem de capitais, organização criminosa e falsidade ideológica, cujas penas somadas podem ultrapassar 40 anos de prisão.

Os mandados foram expedidos pelo Juízo Estadual da 2ª Vara Criminal da Comarca de Vilhena/RO e há colaboração da Polícia Militar e do Ministério Público de Rondônia durante a deflagração da operação.

Em Rondônia foram cumpridos mandados de prisões preventivas e temporárias, além de buscas e apreensões nas seguintes cidades do Estado: Espigão do Oeste (14), Ariquemes (12), Rolim de Moura (08), Nova Brasilândia (03), Alta Floresta (02), São Miguel do Guaporé (02) e Jaru (02).

A operação foi denominada “Carga Prensada” em referência à forma como a droga era transportada em meio a cargas em veículos de grande porte.

Ostentação em redes sociais

Uma coisa que chamou a atenção da Polícia Federal é a ostentação exibida pelos integrantes em redes sociais. Cordões grossos e braceletes de ouro, jet esqui, veículos de alto luxo, viagens caras. Situações incompatíveis com um país que enfrenta uma das piores crises econômicas da história.

Com o decorrer das investigações, foi descoberto o vínculo dos integrantes com a facção criminosa carioca Comando Vermelho.

Fernandinho Beira-Mar – Foto: Divulgação

O Comando Vermelho em Rondônia

A facção criminosa carioca Comando Vermelho começou a se estabelecer em Rondônia de forma mais intensa a partir da transferência do chefe da facção Fernandinho Beira-Mar para a Penitenciária Federal de Porto Velho, em fevereiro de 2012.

O principal chefe do CV é dono de transportadora, fazendas e inúmeras empresas usadas como fachada para lavar o dinheiro e viabilizar o tráfico internacional e nacional de drogas.

O criminoso foi um dos responsáveis por transformar Rondônia em uma das principais rotas do narcotráfico nacional e internacional.

A Bolívia, vizinha do estado amazônico, é um dos principais países fornecedores de cocaína.

O transporte da droga, de Rondônia para o Brasil, é feito principalmente em caminhões de carga.