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Ministério da Saúde suspende vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos sem comorbidades

Ministério da Saúde alega que maioria dos jovens apresenta evolução “benigna”.

Por Redação Rondônia Já

quinta-feira, 16/09/2021 - 11:15 • Atualizado 17:59
Ministério da Saúde suspende vacinação de adolescentes de 12 a 17 anos sem comorbidades
Vacinação de adolescentes entre 12 e 17 anos - Foto: Divulgação

Um dia depois de iniciar a vacinação contra a Covid-19, o Ministério da Saúde recuou e suspendeu a vacinação para adolescentes entre 12 e 17 anos sem comorbidades. Antes, o Governo Federal planejava vacinar 20 milhões de pessoas desse público.

Em nota técnica enviada às secretarias de Saúde, o Ministério informa que “revisou” a recomendação e alega que a maioria dos adolescentes sem comorbidades contaminados pela Covid-19 demonstra evolução “benigna”, apresentando-se assintomáticos.

A nota foi publicada no sistema do Ministério da Saúde às 21h30 de quarta-feira (16), menos de 24 horas depois do início da campanha para esse público.

“Os benefícios da vacinação em adolescentes sem comorbidades ainda não estão claramente definidos”, explica no texto a secretária Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, Rosana Leite de Melo.

Além disso, segundo a secretária, a Organização Mundial de Saúde (OMS) não recomenda a imunização de criança e adolescente, com ou sem comorbidades.

Mas, em julho deste ano, a recomendação da pasta era outra. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga prometeu oficialmente, através da conta do MS no Twitter, que o público participaria da campanha de vacinação.

Apesar de não representarem o maior volume de hospitalizações e de casos graves desde o início da pandemia, crianças e adolescentes respondem por 2,5% das internações e 0,34% das mortes até agora, segundo projeções do presidente do Departamento Científico de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Renato Kfouri.

De acordo com a estimativa de Kfouri, foram mais de 520 mil internações e cerca de 2 mil mortes.

O Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass) defende, em nota, a imunização desse público:

“A vacinação de todos os adolescentes é segura e será necessária, priorizando neste momento aqueles com comorbidade, deficiência permanente e vulneráveis, como os privados de liberdade e em situação de rua. Havendo quantitativo de doses suficientes para atender a estas prioridades, deve imediatamente ser iniciada a vacinação dos demais adolescentes”.

Rondônia Já com informações do Metrópoles