Polícia

Foragido da Justiça escapa após ser socorrido por PRF e SAMU

Suspeito de ser mandante de tentativa de assassinato e foragido da Justiça desapareceu do Hospital João Paulo II após receber atendimento médico.

Por Marcelo Winter - Rondônia Já

quinta-feira, 20/05/2021 - 07:15 • Atualizado 18:26
Foragido da Justiça escapa após ser socorrido por PRF e SAMU
Uadra Castelhane - Foto: divulgação

Uadra Castelhane, suspeito de ser mandante de tentativa de assassinato e foragido da Justiça, desapareceu do Hospital João Paulo II após receber atendimento médico, sem receber voz de prisão.
O suspeito colidiu e capotou seu automóvel Land Rover, após furar o sinal vermelho no cruzamento da Avenida Jorge Teixeira com Avenida Calama, no último final de semana. A Polícia Rodoviária Federal compareceu ao local, para averiguações de praxe e controle do trânsito. Uadra foi socorrido pela equipe do Samu e encaminhado ao Hospital João Paulo II, mas, após atendimento, retirou-se da unidade.
Segundo Boletim de Ocorrências da PRF, os dois policiais responsáveis pelo atendimento ao acidente, procuraram Uadra no hospital para colher mais informações, mas o suspeito já havia desaparecido.

Land Rover de Uadra Castelhane – Foto: divulgação

O caso Consórcio do Crime

O caso ficou conhecido através de reportagem do Fantástico, em junho de 2018, quando o advogado Marcos Vilela, de Porto Velho, foi avisado por um pistoleiro de que um consórcio de fazendeiros e empresários do Estado planejavam matá-lo. O mandante do crime, supostamente, seria Uadra Castelhane. O suspeito fugiu, mas teve a prisão decretada e segue sendo procurado.

O que diz a SESAU e a PRF

Procurada, a Secretaria de Saúde do Estado de Rondônia-SESAU justificou que o paciente deu entrada na unidade, consciente e andando. Passou pela neurologia e pela ortopedia, mas não quis ficar e foi embora.  No hospital, Uadra teria contado sobre o acidente de trânsito e se queixado de dor em ombro esquerdo. Negou perda de consciência ou qualquer outra queixa. A Sesau afirmou que nenhuma unidade hospitalar obriga qualquer paciente a ficar internado.
A Polícia Rodoviária Federal informou que “como existe uma investigação, no momento não pode se manifestar. Ao serem concluídos os autos, poderá haver parecer oficial”.