Polícia

Sobrinha que assassinou o músico Zezinho Maranhão é presa ao denunciar marido

Lourruama matou Zezinho Maranhão com 17 facadas enquanto o músico dormia.

Por Marcelo Winter - Rondônia Já

sábado, 17/07/2021 - 12:57 • Atualizado 18/07/2021 - 15:57
Sobrinha que assassinou o músico Zezinho Maranhão é presa ao denunciar marido
Lourruama Alexandrino Onofre Souza - Foto: Rede social

Lourruama Alexandrina Onofre Souza, de 39 anos, foi presa na noite de sexta-feira (16) no bairro Aponiã, em Porto Velho. Ela é sobrinha do músico Zezinho Maranhão e assassinou o próprio tio com 17 facadas em 7 de dezembro de 2013.

Desta vez, Lourruama foi presa porque acionou a Polícia Militar para denunciar o marido por agressão, que ocorreu em uma distribuidora de bebidas, onde estava o casal.

Quando a PM chegou, viu que Lourruama apresentava lesões e deu voz de prisão ao homem, mas, assim que os policiais souberam que se tratava da sobrinha de Zezinho Maranhão, fizeram uma pesquisa e descobriram que ela estava com a tornozeleira de monitoramento propositalmente desligada há quatro dias e a prenderam.

Lourruama e Zezinho Maranhão

O assassinato do tio

Em 7 de dezembro de 2013, Lourruama desferiu 17 facadas no próprio tio, Zezinho Maranhão, enquanto o músico dormia.

Um dia antes de praticar o crime, Lourruama disse que estava com vontade de matar alguém, indistintamente. Após passar a noite bebendo e se encontrar embriagada, atacou o músico e depois ligou para a polícia dizendo que tinha matado uma pessoa, sem dizer que era o próprio tio.

Durante o julgamento, disse que tinha distúrbios psicológicos e que era vítima de violência sexual praticada pelo tio, no entanto, não apresentou nenhuma prova da acusação.

No depoimento à justiça, durante o julgamento, disse que matou Zezinho Maranhão porque ele a havia atacado com socos para tentar estuprá-la, mas, o exame de corpo de delito mostrou que não havia nenhuma lesão na ré e que ela estava mentindo. Na realidade, matou o tio enquanto ele dormia, de forma covarde, sem dar chance da vítima se defender.

Lourruama foi condenada a 13 anos de prisão. No Presídio Feminino, ainda se envolveu, duas vezes, em brigas com outras detentas.

Agora, após desligar a tornozeleira eletrônica, deve voltar ao regime fechado.

Lourruama Onofre – Foto: Rede social