Polícia

Grupo investigado pela PF é suspeito de ter embolsado R$ 65 mil em auxílio emergencial

A PF cumpriu 8 mandados de busca e apreensão no Amapá e Ciudad do Leste, Paraguai.

Por Redação Rondônia Já

quarta-feira, 21/07/2021 - 17:16 • Atualizado 21:47
Grupo investigado pela PF é suspeito de ter embolsado R$ 65 mil em auxílio emergencial
PF apreendeu R$ 5 mil reais durante Operação Ego, no Amapá - Foto: PF/divulgação

A Polícia Federal do Amapá cumpriu, na terça-feira (20), 8 mandados de busca e apreensão contra indivíduos acusados de fraudar o auxílio emergencial da Covid-19. Conforme as investigações da Operação Ego, o grupo teria embolsado mais de R$ 65 mil.

Os 8 mandados foram cumpridos em Macapá e no Paraguai, em Ciudad del Este, com apoio das autoridades daquele país. A Polícia Federal e o MPF afirmam que o grupo usou 35 contas ‘CAIXA TEM’ para recebimento do auxílio, entre 29 de maio a 8 de junho de 2020. As contas da CEF seriam de beneficiários de vários lugares do Brasil.

“A quadrilha realizava o cadastro da conta-vítima no aplicativo CAIXA TEM e quando o recurso era disponibilizado (na conta-vítima) realizavam imediatamente pagamentos e transferências, como forma de camuflar a fraude, direcionando os valores, ao final das operações, para contas dos investigados”, divulgou a Polícia Federal. Quando os beneficiários iam sacar o benefício, descobriam que já havia sido sacado. Portanto, não tinham mais direito ao auxílio emergencial.

O grupo seria formado por 4 indivíduos, sendo que alguns pertenciam a mesma família, e o montante recebido foi um total de R$ 65.582,10. Só um dos 8 mandados foi cumprido no Paraguai, já que um dos membros passou a residir naquele país. A PF destacou que, para levar a Operação Ego para fora do país, foram adotadas as medidas necessárias de cooperação jurídica e policial internacional.

A PF cumpre mandados de segurança contra grupo suspeito de estelionato

A PF cumpre mandados de segurança contra grupo suspeito de estelionato – Foto: PF/divulgação

Durante a operação, os policiais federais apreenderam na residência de um dos investigados R$ 5 mil em dinheiro. A origem será apurada.

A operação é resultado de um trabalho conjunto da PF, Ministério Público Federal (MPF), Ministério da Cidadania, Caixa Econômica Federal, Receita Federal, Controladoria-Geral da União (CGU) e Tribunal de Contas da União (TCU), instituições que participam da Estratégia Integrada de Atuação contra as Fraudes ao Auxílio Emergencial (EIAFAE).

No Paraguai, o cumprimento do mandado de busca e apreensão contou com o apoio do Ministério Público Paraguaio e da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas.

Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato majorado, associação criminosa e lavagem de dinheiro, e se condenados poderão cumprir pena de até 20 anos de reclusão.

O nome Ego foi escolhido em referência a pessoas que só cuidam dos próprios interesses, desprezando necessidades alheias, sem compromisso moral e altruísta em relação ao próximo.