Polícia

Morte de delegado: Mais dois suspeitos identificados, outros envolvidos e novas evidências

Polícia Civil ouviu até agora 6 testemunhas e já sabe que um grupo de pessoas executou o delegado Calixto.

Por Marcelo Winter - Rondônia Já

segunda-feira, 26/07/2021 - 12:28 • Atualizado 27/07/2021 - 17:09
Morte de delegado: Mais dois suspeitos identificados, outros envolvidos e novas evidências
Delegado José Valney Calixto - Foto: Reprodução Facebook

A Polícia Civil, através da Delegacia de Homicídios de Porto Velho, ouviu até o momento 6 testemunhas do crime que provocou a morte do delegado José Valney Calixto de Oliveira, de 44 anos e do gerente de posto de combustíveis, Rafael Simão da Silva, de 37 anos na noite de sábado (24).

Um dos envolvidos no crime, Édipo T.P. de 33 anos foi preso em flagrante pela Polícia Militar na madrugada de domingo (25). Na casa dele estavam um revólver 38 com cartuchos deflagrados. Édipo foi quem levou Rafael até a Policlínica José Adelino, após o gerente levar um tiro e morrer na unidade.

Os investigadores da Delegacia de Homicídios também identificaram até a manhã desta segunda-feira (26) a participação de mais dois envolvidos na morte do delegado Calixto. Além destes dois novos suspeitos, a Polícia Civil já sabe que há participação de mais pessoas no crime.

A perícia feita no delegado revelou diversas fraturas em vários pontos do corpo, sinais de espancamento severo e também 5 tiros, na região da cabeça e pescoço.

A investigação da morte do delegado

A linha de investigação trabalha com a hipótese de que o delegado Calixto teria atirado em Rafael e depois sofrido um ataque brutal dos amigos de Rafael. Após cair no chão, Calixto teria sido espancado severamente pelo grupo e levado os 5 tiros que o matou. Por enquanto, esta é a principal hipótese do crime que ainda está sob investigação.

Toda a confusão teria começado durante uma festa numa casa de eventos no setor chacareiro do bairro Ulisses Guimarães, na zona leste de Porto Velho na noite de sábado (24).

No local, estavam dois grupos, o do delegado e o de Rafael. Num determinado momento do evento, segundo testemunhas, Rafael teria atirado um pedaço de gelo no delegado, que ficou ofendido e iniciou uma discussão. Armas foram sacadas, mas, a turma do “deixa disso” conseguiu apaziguar a situação.

O grupo de policiais teria saído do local, junto com Calixto, mas, o delegado teria voltado para “acertar as contas” com Rafael. O crime teria acontecido na sequência deste fato. A arma do delegado não foi encontrada até o momento. Por enquanto, estas são as informações preliminares, que ainda estão sendo apuradas.

Segundo fontes da Polícia Civil, durante todo o dia desta segunda-feira (26) serão ouvidas testemunhas do crime e também feitas diligências para a captura das pessoas do grupo responsável pelo espancamento e morte do delegado.

Rafael Simão da Silva – Foto: Reprodução

 Nota da Polícia Civil

A Polícia Civil do Estado de Rondônia, por intermédio de sua Delegacia Geral reafirmando seu compromisso com a verdade, vem a público prestar esclarecimentos sobre os fatos que envolveram a morte do Delegado de Polícia: José Valney Calixto de Oliveira (44 anos) e do Gerente de Posto de Combustível: Rafael Simão da Silva (37 anos), ocorrido na noite deste sábado(24/07) em uma chácara de eventos na Zona Leste de Porto Velho-RO.

O responsável por presidir este inquérito Policial é o Dr André Tiziano da Delegacia Especializada em Crimes Contra a Vida (DECCV/Homicídios).

As informações iniciais demonstraram que o delegado Valney Calixto estava na chácara com amigos e ocorreu um desentendimento com outro grupo presente no local. A motivação da confusão está sendo apurada pela DECCV. Houve relatos de que várias pessoas teriam sacado armas de fogo, os ânimos foram acalmados e o delegado com seu grupo teriam se retirado do local.

Momentos depois, supostamente, o Delegado Calixto teria retornado sozinho ao local, onde houve um tiroteio. Na ocasião, ele foi executado com vários disparos na região da cabeça/pescoço por projéteis de armas de fogo de diferentes calibres. Rafael Simão também foi alvejado e faleceu no Hospital. A arma de fogo do Delegado não foi encontrada.

A partir das lesões encontradas no corpo do delegado, a autoridade policial Dr André Tiziano, entendeu que houve indícios de desproporcionalidade no possível revide. Fato este que não caracteriza a legítima defesa, mas sim o crime de homicídio.

Um homem que esteve no local do fato foi preso, após um revólver calibre 38 com capsulas deflagradas ter sido encontrado em seu endereço residencial, possivelmente sendo uma das armas utilizadas no crime.
A DECCV continua investigando o caso, dando andamento ao Inquérito Policial até o esclarecimento de todos os fatos.

A Delegacia Geral agradece o apoio da Polícia Militar do Estado de Rondônia que esteve no local e contribuiu nas diligências iniciais.

O delegado Calixto dedicou 19 anos de sua vida à sociedade. O mesmo foi Agente de Polícia e passou para o cargo de Delegado de Polícia Judiciária.