Polícia

Gestores do Incra de Rondônia desviaram R$ 9 milhões e são alvo de operação da PF e CGU

Imóveis e carros de luxo foram comprados com o dinheiro desviado.

Por Redação Rondônia Já

terça-feira, 27/07/2021 - 12:37 • Atualizado 19:49
Gestores do Incra de Rondônia desviaram R$ 9 milhões e são alvo de operação da PF e CGU
Operação Eneagrama da PF RO - Foto: Ascom PF/RO

A Polícia Federal e a Controladoria Geral da União (CGU/RO)  realizaram nesta terça-feira (27) a segunda fase da Operação Eneagrama para combater desvio criminoso de dinheiro praticado por gestores do Incra de Rondônia.

As investigações tiveram início em dezembro de 2018 a partir de nota técnica apresentada pela Controladoria Geral da União denunciando a prática dos crimes de dispensa criminosa de licitação, peculato e outros crimes praticados na gestão da Superintendência Regional do Incra em Rondônia entre 2017 e 2018, através da contratação irregular de empresas para a prestação de serviços de realização de eventos e cerimônias sem as devidas prestações.

A primeira fase da operação foi deflagrada em dezembro de 2019 com o cumprimento de 23 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pela 3ª Vara da Justiça Federal em Porto Velho/RO.

Operação Eneagrama PF – Fonte: Ascom PF/RO

Vida de luxo com dinheiro do Incra

As investigações continuaram e a partir da análise dos dados bancários dos investigados, foram identificados indícios de lavagem e ocultação de bens adquiridos com o dinheiro desviado dos cofres públicos, com a compra e reforma de imóveis de alto luxo e veículos, além de uma movimentação financeira totalmente incompatível com a renda lícita declarada pelos investigados.

A Justiça Federal autorizou a realização de buscas em 05 residências em Porto Velho (RO), Petrolina (PE) e Nova Viçosa (BA), também determinou o sequestro de veículos e imóveis e o bloqueio de valores nas contas dos investigados até a quantia de R$ 9 milhões, que foi o valor  movimentado irregularmente nas contas bancárias dos suspeitos.

Além do desvio de recursos públicos, a corrupção praticada pelo gestores fizeram com que os servidores do Incra de Rondônia deixassem de receber instrução e treinamento. Como exemplo, estão três eventos de capacitação analisados pela CGU, cuja soma paga pela Superintendência Regional foi de R$ 1.109.069,86 e prejuízo de R$ 1.022.675,62. Quase mil pessoas deixaram de ser capacitadas com as fraudes identificadas nesses eventos, mas, os pagamentos ocorreram integralmente.