Polícia

Homem que envenenou seis crianças para se vingar de ex é condenado a 108 anos

Uma das seis crianças, uma menina de apenas 5 anos, morreu em julho de 2018, época do crime.

Por Marcelo Winter - Rondônia Já

quinta-feira, 29/07/2021 - 22:01 • Atualizado 30/07/2021 - 21:40
Homem que envenenou seis crianças para se vingar de ex é condenado a 108 anos
Criança de 5 anos morta envenenada no Pará - Foto: divulgação

O julgamento de Roque dos Santos, de 48 anos, que envenenou seis crianças, aconteceu em Paragominas, no Pará, na noite de quarta-feira (28). A sentença foi divulgada nesta quinta-feira (29) pela Justiça.

O crime bárbaro foi cometido em julho de 2018. O condenado envenenou as vítimas oferecendo à elas pães com manteiga, que continham aldicarbe, um potente veneno para rato conhecido como “chumbinho”.

Todas as crianças eram da mesma família e tinham parentesco com a ex-namorada do réu, três delas eram filhas. O motivo do crime é porque ele não aceitava o fim do relacionamento. Uma das vítimas, Carolina dos Santos, de apenas cinco anos, morreu envenenada.

O julgamento pelo Tribunal do Júri, foi presidido pelo juiz de Direito David Guilherme de Paiva Albano. O homem foi condenado por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e com emprego de veneno, pela criança que veio a óbito e por tentativa de homicídio com as mesmas acusações para as demais vítimas que sobreviveram.

Roque dos Santos, condenado a 108 anos por envenenar 6 crianças – Foto: Reprodução

A sentença

Na sentença, o juiz citou que:

“Destaca-se que há excessivo grau de culpabilidade, tendo em vista a premeditação e malícia com que o réu agiu. O motivo e as circunstâncias do crime também são agravantes, pois o autor do crime tinha relação familiar e de confiança com as vítimas. Além disso, o envenenamento e o fato de ser um crime contra crianças também são sérios agravantes.

De maneira que, a pena total foi definida em 108 anos e oito meses de reclusão. O réu deverá iniciar o cumprimento da pena em regime fechado, considerando a quantidade de pena aplicada e, dada a conjuntura atual, ser nocivo à sociedade, merecendo uma reprimenda maior e uma resposta eficiente do poder Judiciário.”

Por conta da crueldade do criminoso, o juiz também manteve a prisão preventiva e negou o direito dele de recorrer em liberdade.

Fonte: Ver-o-fato