Polícia

Líder do PCC foge no mesmo dia em que consegue benefício para tratar câncer

O traficante Felipe Batista Ribeiro, o Anjinho, é líder do PCC e suspeito de 10 homicídios.

Por Redação Rondônia Já

domingo, 29/08/2021 - 14:43 • Atualizado 30/08/2021 - 02:08
Líder do PCC foge no mesmo dia em que consegue benefício para tratar câncer
Felipe Batista Ribeiro, o Anjinho - Foto: Divulgação

Felipe Batista Ribeiro, 32, o Anjinho, líder da facção PCC, fugiu da prisão domiciliar no mesmo dia em que ganhou o benefício, no último dia 19 de agosto. A fuga dele só foi divulgada na tarde de sexta-feira (28).

Anjinho já ficou em presídio federal por ser de alta periculosidade e foi diagnosticado com um câncer no cérebro. Ele ganhou da Justiça o direito de ficar em prisão domiciliar para tratamento de saúde.

Apesar de estar com tornozeleira eletrônica, Felipe fugiu da prisão domiciliar no mesmo dia em que saiu do presídio.

Ele cumpria condenação de 21 anos de prisão no regime fechado por latrocínio, tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo.

Em nota, a Secretaria de Administração Penitenciária do Amazonas (Seap), informou que já comunicou a ocorrência à Justiça.

Histórico de fuga e crimes

No ano passado, o criminoso estava foragido após sair do presídio para se tratar de um câncer na cabeça e foi preso em 13 de agosto de 2020. Segundo a polícia, mesmo doente, o bandido atuava no tráfico de drogas do Centro de Manaus e em áreas do bairro Compensa.

‘Anjinho’ foi capturado no conjunto Nova República, no Distrito Industrial, após investigações do 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP). Ele estava foragido desde abril de 2020, quando conseguiu obter liberdade provisória para se tratar da enfermidade.

“Ele tem um tumor no cérebro e sempre usa a doença para conseguir a liberdade. Mas mesmo com o câncer, ele estava liderando uma facção em todo o Amazonas”, explicou o delegado Marcelo Martins, titular do 24º DIP.

Além de atuar no tráfico de drogas, ‘Anjinho’ também é envolvido em vários homicídios.

“Anjinho” é suspeito de participar de 10 homicídios em Manaus. Ele é apontado como um dos líderes do massacre nos presídios do Amazonas, nos dias 26 e 27 de maio de 2019, que resultou na morte de 55 internos.

De acordo com a polícia, Felipe é filho do traficante Sebastião Ribeiro Marinho Filho, o “Velho Sabá”, de 53 anos, que foi morto durante o massacre no Complexo Penitenciário Anísio Jombim (Compaj), ocorrido no dia 1º de janeiro de 2017, que resultou na morte de outros 56 detentos.