Polícia

Comerciante que teve filho assassinado e matou 2 pessoas é executado em Vilhena

Vítima tem histórico de tragédia e violência. Polícia procura o assassino.

Por Redação Rondônia Já

quarta-feira, 08/09/2021 - 09:48 • Atualizado 18:10
Comerciante que teve filho assassinado e matou 2 pessoas é executado em Vilhena
Assassinato em Vilhena - Foto: Reprodução

Envolvido numa série de episódios trágicos com mortes em Vilhena (distante 700 km de Porto Velho), o comerciante Daniel Lacerda Nascimento foi assassinado na porta da casa onde morava no bairro Moysés de Freitas. O crime foi na terça-feira (7), no município que fica na divisa de Rondônia com o estado do Mato Grosso.

Segundo informações obtidas no local do assassinato pelo site Folha do Sul Online, a vítima havia pedido a um vizinho que lhe trouxesse uma determinada quantia em dinheiro. Quando o homem já estava saindo do local, o assassino chegou numa moto Honda Bros preta e usando jaqueta marrom.

Sem dar chances de defesa a Daniel, o autor do crime fez vários disparos com uma pistola 9 milímetro, acertando a vítima na região da cabeça. O comerciante, que estava sendo monitorado por tornozeleira eletrônica, morreu no local.

A polícia investiga o crime e está em busca do autor dos disparos.

Mateus Rezende – Foto: Reprodução Facebook

O rastro de mortes e tragédias

A sequência de violência envolvendo Daniel, que tinha 50 anos, começou no réveillon de 2015, quando o filho dele, um adolescente de 17 anos foi assassinado em praça pública. O estudante Mateus Rezende, de 17 anos, morto com facadas, numa Praça pública, em Vilhena, por outro adolescente.

Em 2017 ele matou um operador de máquinas a tiros e foi condenado a 8 anos de prisão pelo crime.

Em 2019, ele se envolveu em um acidente na BR 364, provocando a morte Rozane Barcellos, 35 anos, funcionária do frigorífico JBS Friboi.
Em seu relatório sobre o caso, o delegado cerejeirense revelou que Daniel teria tentado colocar a culpa no carona, alegando que era ele o motorista na hora do acidente. O próprio carona e testemunhas desmentiram esta versão.

Com isso, o comerciante foi formalmente apontado como autor de três crimes: homicídio culposo, agravado por embriaguez na direção, a própria embriaguez e porte ilegal de arma, já que levava uma espingarda dentro da picape, que foi jogada no matagal às margens da rodovia, após o acidente e antes da chegada da polícia.