Polícia

Jovem de RO que matou ex à facadas durante sexo é solta com tornozeleira eletrônica

Ao cometer o crime, em 2015, Vânia fez uma lista com possíveis vítimas e disse que “queria matar alguém”.

Por Marcelo Winter - Rondônia Já

quinta-feira, 23/09/2021 - 15:20 • Atualizado 24/09/2021 - 21:05
Jovem de RO que matou ex à facadas durante sexo é solta com tornozeleira eletrônica
Vânia Basílio - Foto: Reprodução redes sociais

A jovem Vânia Basílio Rocha, de 24 anos, condenada a 13 anos de prisão por matar o ex-namorado com 11 facadas durante sexo, foi solta mediante o uso de tornozeleira eletrônica.

Ela estava presa no presídio feminino de Vilhena (RO) desde 30 de dezembro de 2015, quando cometeu o crime. Esta é a segunda  progressão de regime semiaberto à acusada concedida pela Justiça de Rondônia.

Vânia agora está sob a tutela da mãe em casa. por, de acordo com o juiz, não ter faltas disciplinares ou incidentes pendentes na execução do regime fechado,  um “indicativo de que possui bom comportamento carcerário e de que atende ao requisito subjetivo para ser progredida ao regime semiaberto”.

Vânia é considerada sociopata em laudos (transtorno mental antissocial), por isso, ela terá que manter o tratamento médico psiquiátrico e também psicológico e utilizar medicamentos controlados, e, caso a mãe não faça o devido acompanhamento, a progressão pode ser revogada.

Marcos Catanio Porto – Foto: Reprodução

O crime

Quando cometeu o crime, em 30 de dezembro de 2015, Vania confessou que planejou tudo. Segundo relatou à Polícia, ela fez uma lista com três nomes de possíveis vítimas: um amigo, um ‘ficante’ e o ex-namorado.

Na noite do dia 29 de dezembro de 2015, ela entrou em contato com o amigo, mas ele estava na casa de um irmão, que mora longe da cidade. Já a outra pessoa com quem estava se relacionando, que seria a segunda vítima, estava com a família e não poderia vê-la.

Na manhã da quarta-feira, 30 de dezembro de 2015, Vania ligou para o ex-namorado Marcos Catanio Porto, de 26 anos dizendo que queria se despedir, pois iria embora para outro estado.

Ela colocou uma faca de cozinha dentro de uma bolsa e foi para a casa da vítima, que aceitou receber a visita. Na casa, o casal foi para o quarto e, durante as preliminares, quando a vítima fazia sexo oral em Vânia, ela esfaqueou o ex-namorado no pescoço.

Com o rapaz se debatendo, Vânia o esfaqueou várias outras vezes, enquanto o mantinha com a cabeça presa entre suas pernas.

O irmão da vítima, o cinegrafista conhecido como “Beto”, que mora na mesma casa, tentou arrombar a porta ao ouvir os gritos vindos do quarto. Acabou entrando pela janela e se deparando com a cena macabra: o irmão caído numa poça de sangue a garota em prantos, abraçada ao cadáver.

Quando viaturas da polícia e dos Bombeiros chegaram à casa onde aconteceu a bizarra execução, encontraram Vania ainda sem roupas. Após tomar um banho e se recompor, ela foi levada à DPC, onde prestou depoimento e foi autuada por homicídio qualificado.

Ao ser presa, deu o seguinte depoimento:

“Eu queria matar uma pessoa só, dos três. Eu tapei o olho dele. Aí peguei a faca e meti nele. Ele reagiu e veio para cima de mim e eu fui para cima dele também. Eu enforquei ele, e aí comecei a meter [facadas] em outras partes do corpo dele. Daí ele gritou socorro e a porta estava trancada. O irmão dele quebrou a janela. Quando o irmão dele entrou ele já estava quase morrendo. Fiquei olhando olho no olho até ele morrer”.

Vânia Basílio Rocha – Foto: Ascom Polícia Civil RO

Antes do assassinato de Marcos, a jovem postou no Facebook  não ter sido uma má namorada. A perícia no corpo de Marcos revelou que ele foi assassinado com 11 facadas.

Um laudo feito meses depois da prisão apontou que Vânia é sociopata. Quando foi condenada, em setembro de 2016, Vânia fez cara de fúria ao ouvir a sentença.

Em setembro de 2017, a jovem foi agredida por outra presa e chegou a sair para registrar boletim de ocorrência.

Apesar de todo o histórico de desequilíbrio, Vânia conseguiu arrumar um noivo, também presidiário, e se casou, com autorização judicial, no cartório de Vilhena.