Política

Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, está em Porto Velho nesta quinta (03)

O ministro da Saúde se reune com entidades médicas de Rondônia e também se encontrará com o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves.

Por Marcelo Winter - Rondônia Já

quinta-feira, 03/06/2021 - 01:50 • Atualizado 16:34
Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, está em Porto Velho nesta quinta (03)
Mariana Carvalho, Marcelo Queiroga e Maurício Carvalho - Foto: Redes sociais

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga está em Porto Velho nesta quinta-feira(03) para uma  reunião com entidades médicas de Rondônia.

O prefeito da capital, Hildon Chaves (PSDB), recebeu o ministro durante a manhã no Centro Universitário Aparício Carvalho (Fimca).

O assunto tratado pelo ministro da Saúde com as entidades médicas ainda não foi divulgado oficialmente, mas, em 20 de abril deste ano o vice-prefeito Maurício Carvalho (PSDB) e a deputada federal Mariana Carvalho (PSDB), se encontraram com Marcelo Queiroga em Brasília e posaram para fotos. Os irmãos são filhos do empresário, médico e dono da Fimca, Aparício Carvalho.

Maurício Carvalho, Marcelo Queiroga e Mariana Carvalho – Foto: Redes sociais

A visita do ministro em meio ao furacão da CPI da Covid

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, visita Rondônia um dia após o depoimento da médica Luana Araújo à CPI da Covid, no Senado na quarta-feira (02). A especialista esteve à frente da recém-criada Secretaria de Enfrentamento à Covid-19 do Ministério da Saúde durante dez dias.

No depoimento aos senadores da Comissão criticou duramente o tratamento precoce, principalmente o uso do medicamento cloroquina para combate ao coronavírus. A médica chamou de “delirante, esdrúxula, anacrônica e contraproducente” a discussão sobre o tratamento precoce. Nas redes sociais, antes de ser convocada para a CPI, Luana chamou a adoção da cloroquina como “neocurandeirismo”, por não ter nenhuma comprovação científica de eficácia contra a Covid-19.

Luana disse aos parlamentares da Comissão que foi informada por Queiroga que não seria nomeada porque “faltou validação política”. Após deixar a secretaria, ela disse ter sofrido ameaças.

Para o presidente da CPI da Covid-19, senador Omar Aziz (PSD-AM), o fato da indicação de Luana Araújo não receber o aval do governo de Jair Bolsonaro sinaliza que o ministro Queiroga mentiu em seu depoimento à CPI ao dizer que tem autonomia para nomear quem ele quisesse.

Marcelo Queiroga é o quarto ministro à assumir a pasta da Saúde desde que Jair Bolsonaro (sem partido) assumiu a presidência da República. Integrantes da CPI da Covid acusam o presidente de querer implantar no Brasil a “imunidade de rebanho”, ou seja, deixar a população brasileira sem vacina para se imunizar naturalmente, o que causaria a morte de 1,4 milhão de pessoas, segundo estimativas.

Visita do ministro dias após a vinda de Flávio Bolsonaro

A visita do ministro da Saúde acontece menos de uma semana após o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos) também visitar a Fimca, em Porto Velho.

Na ocasião, na manhã de sábado (29), o filho 01 passou “fazendo arminha” ao lado de manifestantes contrários à Bolsonaro em um carro de luxo dirigido, segundo testemunhas, pelo vice-prefeito Maurício Carvalho (PSDB). Em seguida, o senador se encontrou com a família Carvalho na faculdade de Aparício, onde pousou para uma foto.

Foi a terceira vinda de Flávio Bolsonaro à Rondônia. Os motivos oficiais das visitas ainda são desconhecidos, mas, extraoficialmente são diversas as versões. Uma delas é a de que Flávio Bolsonaro teria adquirido terras na área rural de Porto Velho. Outra versão é de que o senador teria vindo conversar com o ex-PM, Élcio de Queiroz, que está preso no Presídio Federal de Porto Velho por dirigir o carro usado no assassinato da vereadora Marielle Franco, no RJ. Uma outra versão, amplamente divulgada nos bastidores da política, seria o interesse de Flávio pelos minérios de Rondônia. Por aqui tem ouro, cassiterita e diamantes. Por enquanto, tudo são especulações.

O que se tem de certo é que a família Carvalho sempre foi e continua sendo bem relacionada no meio político. Já a família Bolsonaro conta, desde o primeiro momento em que assumiu o poder, com o apoio de Mariana Carvalho na Câmara dos Deputados. Uma aliança política mútua jamais pode ser descartada como motivo real de tantos interesses comuns num dos estados mais bolsonaristas do país.

Flávio Bolsonaro na FIMCA com Aparício Carvalho e Maurício Carvalho.