Política

Só três deputados federais de Rondônia votaram contra fundo eleitoral imoral

Dos oito deputados federais da bancada de Rondônia, apenas três não votaram contra a população impactada por um fundo eleitoral de quase R$ 6 bilhões.

Por Marcelo Winter - Rondônia Já

sexta-feira, 16/07/2021 - 16:10 • Atualizado 18/07/2021 - 07:16
Só três deputados federais de Rondônia votaram contra fundo eleitoral imoral
Expedito Netto, Léo Moraes e Mauro Nazif - Foto: Colagem

Só três deputados federais da bancada de Rondônia votaram contra a criação do fundo eleitoral de R$ 5,7 bilhões aprovado hoje pela Câmara dos Deputados. Veja abaixo como votou cada parlamentar rondoniense:

  • Expedito Netto (PSD) – NÃO
  • Léo Moraes (Podemos) – NÃO
  • Mauro Nazif (PSB) – NÃO
  • Coronel Chrisóstomo (PSL) – SIM
  • Jaqueline Cassol (PP) – SIM
  • Lúcio Mosquini (MDB) – SIM
  • Mariana Carvalho (PSDB) – SIM
  • Sílvia Cristina (PDT) – SIM

A nível de Brasil, os partidos que orientaram as bancadas a votar “sim” pela proposta são os seguintes: PSL, PL, PP, PSD, MDB, PSDB, DEM, Solidariedade, Pros, PSC, PTB e Cidadania.

Já os partidos que pediram para os parlamentares filiados votarem pelo “não” são os seguintes: PT, PSB, PDT, Podemos, PSOL, Novo, PV, Rede, e a liderança da Oposição.

Bancada Federal de Rondônia – Foto: Colagem

Fundo imoral

A Câmara dos Deputados aprovou hoje o texto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2022, que determina quais serão as metas e prioridades dos gastos do governo no próximo ano.

O texto aprovado prevê um déficit de R$ 170,47 bilhões para o orçamento, e um fundo eleitoral ampliado de R$ 2 bilhões para mais de R$ 5,7 bilhões.

Foram 278 votos a favor, 145 contra e uma abstenção, do deputado Toninho Wandscheer (Pros-PR). Outros não votaram. Como é o caso dos deputados Daniel Silveira (PSL-RJ), que está preso, Flordelis (PSD-RJ) e Tiririca (PL-SP).

O aumento de quase o triplo do valor do Fundo Eleitoral não é ilegal, mas, é imoral, diante das mais de 500 mil mortes por Covid-19 no Brasil, pelo fato de estarmos em período de pandemia e o tamanho dos investimentos que vão ser necessários para recuperar a economia brasileira.

Por trás deste aumento, está o relator, deputado Juscelino Filho (DEM) do Maranhão, que incluiu de última hora um parecer alterando os parâmetros atuais para destinar mais recursos às campanhas eleitorais.

Este mesmo parlamentar deu um parecer na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para que o salário mínimo seja corrigido apenas pela inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), sem previsão de aumento real acima da inflação. Ou seja, para os políticos, tudo, para os trabalhadores, as migalhas.

Hipocrisia

A bancada bolsonarista, que sempre tenta convencer ser contra a velha política é a que mais apoiou a medida, tendo a adesão dos votos de Carla Zambelli (PSL-SP), Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), Bia Kicis (PSL-DF). Hélio Negão (PSL-RJ), Marco Feliciano (Republicanos-SP) e Osmar Terra (MDB-RS).

Carla Zambelli, apesar de votar favoravelmente à proposta, afirmou no Twitter ser contra e teceu várias críticas ao aumento imoral por ela aprovado. Por causa da hipocrisia, foi duramente criticada.

Tweet de Carla Zambelli – Foto: Twitter