Política

Bolsonaro tem alta e defende remédio sem eficácia comprovada contra Covid e deputados que votaram a favor do Fundo Eleitoral de 6 Bi

Além de tentar convencer os brasileiros a usarem proxalutamida, Bolsonaro ainda tentou tirar a culpa dos deputados que votaram a favor do Fundo Eleitoral imoral.

Por Redação Rondônia Já

domingo, 18/07/2021 - 15:49 • Atualizado 19/07/2021 - 16:12
Bolsonaro tem alta e defende remédio sem eficácia comprovada contra Covid e deputados que votaram a favor do Fundo Eleitoral de 6 Bi
Jair Bolsonaro de alta - Foto: Amanda Perobelli/Reuters

Ao receber alta na manhã deste domingo (18) do Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, o presidente Jair Bolsonaro voltou a defender o uso de medicamentos sem eficácia comprovada para tratamento da Covid-19.

Ele afirmou que vai cobrar do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, um estudo sobre a proxalutamida, que segundo ele já estaria sendo utilizada contra a doença em outros países.

Em abril, Bolsonaro já tinha citado a proxalutamida, que normalmente é indicada para tratamento de câncer de próstata e de mama. O medicamento ainda não foi aprovado por nenhuma agência reguladora para uso contra a Covid.

A proxalutamida começou a ser estudada como um possível tratamento para o coronavírus em março deste ano nos Estados Unidos, mas, ainda não tem nenhuma eficácia comprovada contra a Covid-19.

Presidente defende deputados

Na entrevista que deu após a alta, o presidente Jair Bolsonaro também defendeu os parlamentares bolsonaristas que votaram a favor do Fundo Eleitoral de quase R$ 6 Bilhões, afirmando que é injusta a cobrança em cima dos deputados.

Segundo Bolsonaro, a votação foi uma “casca de banana” dentro da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Na visão do presidente, os deputados não tem culpa, pois votaram a Lei e dentro dela estava o Fundo Eleitoral, que aumentou de R$ 2 bilhões para R$ 5,7 bilhões a quantia que será destinada aos partidos. O PSL, partido pelo qual Bolsonaro foi eleito é o maior beneficiário.

O presidente responsabilizou o vice-presidente da Câmara, deputado Marcelo Ramos (PL-AM), que conduziu a votação. O parlamentar, por sua vez, reagiu dizendo que dizendo que o chefe do Executivo “corre de suas responsabilidades e obrigações.”

Em Rondônia, a votação do Fundo Eleitoral imoral de R$ 5,7 Bilhões foi feita da seguinte maneira:

  • Expedito Netto (PSD) – NÃO
  • Léo Moraes (Podemos) – NÃO
  • Mauro Nazif (PSB) – NÃO
  • Coronel Chrisóstomo (PSL) – SIM
  • Jaqueline Cassol (PP) – SIM
  • Lúcio Mosquini (MDB) – SIM
  • Mariana Carvalho (PSDB) – SIM
  • Sílvia Cristina (PDT) – SIM