Política

Lideranças dos caminhoneiros pedem indenização de R$ 50 milhões contra Bolsonaro

Quatro entidades que representam os caminhoneiros entraram com ação civil pública na Justiça Federal contra Jair Bolsonaro.

Por Thayná Schuquel/Metrópoles

terça-feira, 07/09/2021 - 17:54 • Atualizado 08/09/2021 - 17:08
Lideranças dos caminhoneiros pedem indenização de R$ 50 milhões contra Bolsonaro
Caminhoneiros pedem R$ 50 milhões de indenização - Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

O Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC), a Frente Parlamentar dos Caminhoneiros e Celetistas e mais duas entidades que representam os caminhoneiros, entraram, na manhã desta terça-feira (7), com ação civil pública na Justiça Federal contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O caso está na 20ª Vara Federal Cível do Distrito Federal.

Na peça, as entidades pedem uma indenização de R$ 50 milhões por “reparação por danos patrimoniais, extrapatrimoniais ou morais” que aconteçam nas manifestações deste 7 de Setembro.

“Permitir a perpetuação de manifestações presidenciais públicas com conteúdo antidemocrático, como as apontadas na presente petição, é tolerar erosão dos valores constitucionais caríssimos, com efeitos que permanecerão no seio social ainda por décadas”, diz o texto.

Segundo o documento, os riscos se configuram nas declarações públicas e chamamento para mobilização em todo o território nacional, em especial as concentrações em Brasília e em São Paulo, “mediante promessa de incentivo econômico de participação de civis e militares para prática de atos antidemocráticos”.

A peça também cita atos de intolerância que insuflam a participação “mediante exploração da dependência econômica de caminhoneiros empregados e hipossuficiência econômica (carência financeira) de transportadores autônomos”, com propósito de exigir “afastamento imediato de ministros do STF” com uso das tropas militares.

“Tudo isso mediante promessa inidônea de financiamento, custeio e pagamento de todos os custos e despesas a participar de uma suposta manifestação e greve de ‘caminhoneiros’ sem pauta jurídica”, diz a ação.